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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Pedro Nunes: um grande abraço!

CONHECI-O HÁ ainda no início da década de 90, quando trabalhávamos na revista "Sábado". Chamava-se (e chama-se) Pedro Nunes, tinha pouco mais de 20 anos, geria o sistema informático da revista e era aquilo que se chama um "companheirão", apesar de alguns anos mais novo que a maioria de nós. Responsável, profissional, conseguia aliar esse seu lado com o outro, alinhando em tudo, nunca dizendo que não a uma noitada (e eram muitas...), a uma "partida" (eram outras tantas), a uma "cobóiada" (às centenas!) e principalmente mostrando uma lealdade aos seus amigos como poucos. Na altura já gostava muito de hóquei em patins, tinha sido jogador e não escondia a sua vontade em treinar. Começou nas camadas mais jovens do Sintra, passou para os seniores, subiu de divisão, andou por lá uns quantos anos, até que foi treinar o Portosantense. Fez uma campanha notável, tanto em Portugal como na Europa. Daí a dois anos, trocou a Madeira pelos Açores. Chegou ao Pico, pegou no Candelária, levou-o à final da Taça CERS (!), no ano seguinte andou na Liga dos Campeões e não foi à final four por um ponto, se não me engano. Recusou alguns convites de equipas tidas como de "primeira linha" por respeito a quem lá estava, esteve com um pé em Itália, mas acabou por ficar por cá. Passou por Paço de Arcos (sem grandes resultados, diga-se em abono da verdade) e na última época, um aflito Dramático de Cascais (com apenas 3 pontos à quinta ou sexta jornada) foi buscá-lo para assumir o comando técnico. No final do campeonato, foram exactamente três pontos, os que o separaram de alcançar um lugar nas competições europeias... Há dois ou três meses, recebeu um convite para "tomar conta" da selecção de Moçambique no Mundial que este ano se disputa na Argentina, mais concretamente em S.Juan, a "capital mundial" do hóquei. Chegou a Maputo há um mês atrás, formou um grupo, estagiou em Espanha apenas duas semanas e "caiu" no grupo onde pontificavam Portugal e Angola, além dos Estados Unidos. Aos americanos ganhou por 10 a 1; com os portugueses marcou, aguentou, mas acabou a perder por 6 a 3; e no jogo decisivo para o apuramento para os quartos-de-final derrotou os angolanos por 4 a 3. Hoje, ou melhor há bocadinho ontem defrontou o Brasil. Esteve a perder por 2 a 6. A dez minutos do fim... Quando o jogo acabou, tinha ganho por 9 a 6 e conduzido, perante a surpresa de todos, Moçambique às meias-finais(!) do Mundial de hóquei em patins, onde amanhã irá defrontar a Espanha!!! É preciso dizer mais alguma coisa?!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A "entrevista" by Rui Costa Pinto

A RETER a excelente e concisa análise de Rui Costa Pinto à entrevista do Presidente da República, com especial destaque para a "ligação" que é feita entre as palavras de Cavaco e os interesses da banca: "Aníbal Cavaco Silva deu uma entrevista numa fase crucial. Alguma novidade? Não! A conversa do costume, os recados estafados e inconsequentes e o anúncio de mais uma reunião do Conselho de Estado. Então qual terá sido o objectivo do presidente da República? Em primeiro lugar, defender a banca; em segundo, afirmar um conjunto de banalidades para poder dizer mais tarde: Eu avisei. É pouco, é mais do mesmo do que se passou com José Sócrates. O resultado está à vista. Este presidente está esgotado".

Coitado do Tozé Seguro...

LEIO QUE o agora deputado e vice-presidente da bancada socialista (!) Basílio Horta e que foi um dos mais entusiastas defensores em toda a linha do governo Sócrates, ao ponto de no próprio inner circle do antigo primeiro-ministro tivessem sido obrigado a recomendar-lhe alguma contenção, começou a tecer alguma críticas à actuação desse mesmo governo - exactamente o mesmo a que ainda há três ou quatro meses tecia loas e hossanas... Um bocadinho de vergonha na cara não lhe ficava nada mal, não acham?