AGORA QUE Nuno Vasconcelos veio a terreiro garantir que o seu grupo não está interessado em concorrer à privatização da RTP e que a televisão da Ongoing é... a SIC, o dr. Balsemão tem obrigatoriamente de começar a ficar seriamente preocupado com as investidas do seu afilhado e sócio no capital da estação de Carnaxide. Especialmente num momento em que a Rede Globo (o seu parceiro de sempre nas aventuras televisivas) analisa com a maior discrição uma possível entrada na "corrida" à privatização do canal público e que os responsáveis da também brasileira Rede Record admitem encontrar uma parceria em Portugal que lhes permita colocar um pézinho por estas bandas. E como a Ongoing nunca escondeu que a "componente TV" é-lhes essencial no projecto, cheira-me que isto ainda vai dar grandes voltas e ainda vamos ver os herdeiros da familia Marinho sentados na Marechal Gomes da Costa e o bispo Edir Macedo de braço-dado com Nuno Vasconcelo lá para as bandas de Carnaxide... Vai uma aposta?!
... ou "quem não tem cão, caça com gato...", que é como quem diz, uma página e um espaço estritamente pessoal, onde também se comenta alguma actualidade, se recordam histórias de outros tempos e se tenta perceber o que está por detrás de algumas notícias...
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Maldita dor de corno!

CONFESSO QUE durante algum tempo fui espectador do "Eixo do Mal" - isto num tempo em que este programa da SIC-Notícias tinha como "comentadores residentes" pessoas que nos garantem sempre uma significativa dose de inteligência (e independência, diga-se de passagem...) nas suas opiniões. Refiro-me, por exemplo a José Júdice que, apesar das presenças da inefável e ziguezagueante Clara Ferreira Alves, de um insuportável rapazolas chamado Daniel Oliveira e que deu os seus primeiros passos no jornalismo sob a batuta de Artur Albarran no defunto "Século", conferia ao programa uma consistência e qualidade que nunca mais possuiu - isto apesar de Luís Pedro Nunes que - reconheça-se - por vezes ainda consegue, com as suas opiniões, elevar o nível e o interesse do debate. Mas Júdice incomodava... Não só o poder de então, mas e principalmente os seus colegas de mesa que, por muito livro e autor que pudessem citar, por muito "tu cá e tu lá" que pudessem alardear com os protagonistas das notícias, dificilmente escondiam um complexo perante a quem deviam o contacto com alguns autores ou a hipótese de terem-se "infiltrado" em algumas tertúlias e grupos bem-pensantes cá do burgo. Mais: o Júdice pensava, que raio! Qual era a solução? Correr com o Júdice, pois então... E substitui-lo por quem? Por alguém que fosse maleável, que não fizesse sombra à "patroa", que não se atrevesse a questionar o "casalinho" e, já agora, que à direita simulasse umas "pegas" com o Oliveira do Bloco. Quem? O Marques Lopes? O Marques quê? Aquele, redondinho e careca, tipo "queijo flamengo" que anda sempre atrás do Passos Coelho e se ufana de ser o seu ideólogo. Quem ? O sobrinho do outro, o dos parques... O Pedro Marques Lopes, o dos blogues... Venha então o rapaz! Ele que se sente e que bote faladura, que o que é preciso é a Clarinha ter compéres e que de preferência não a ofusquem! Mas alguém o conhece? O Passos Coelho, pelo menos... Pronto, 'tá bem, contratem-no! E lá se sentou a criatura, não cabendo em si de contente, alcandorado a um estatuto que é assim como uma mistura de comentador e clown, sempre piadístico, noutros tempos certamente com lugar cativo no elenco dos "Parodiantes de LIsboa". Os meses foram passando, Sócrates definhando, Passos crescendo e Lopes emagrecendo, exactamente à proporção da crescente ambição e sonho que dificilmente disfarçava por um lugarzinho na nomenklatura laranja que se avizinhava. Mas como diz o outro... a vaidade por vezes mata. E dentro do inner circle de Passos, a precipitação com que Marques Lopes postava antecipadamente no seu e outros blogues a estratégia social-democrata, porventura para armar-se em "estratega do passismo", levou a que, por precaução e não fosse o Diado tecê-las, a pouco e pouco o pusessem de lado, o deixassem de ouvir e lhe cortassem o acesso aos dossiers estrategicamente fundamentais. E aí é que foram elas! Preterido no staff de Passos Coelho, olhado com desconfiança, sem grande chance de vir a ser o quer que fosse num futuro governo, o anafado Lopes olhou à volta sôfrego em encontrar um papel que lhe permitisse continuar a ter assento na mesa dos sábados à noite. Como? Então o dr. Balsemão (que no fundo é quem assina o chequezinho no fim do mês...) não está furioso com o Pedro e com o Miguel? E deve certamente ter pensado: quem melhor do que eu, praticamente "pai" do tal "passismo", para zurzir-lhes a torto e a direito?! Para bater no Relvas, no Passos, no gajo das Finanças, até na Ongoing se for preciso?! E no Braga de Macedo! O Santana Lopes vai para a Santa Casa? É dar-lhe também... É que enquanto o pau vai e vem, folgam as costas. Que é como quem diz: enquanto vai criticando os seus pares de ontem, a cadeirinha é dele, a D. Clara (que ainda não conseguiu ser convidada para nada deste governo) vai dando-lhe a benção, o dr. Balsemão o cheque e o facto de dar aparecer nos ecrãs serve para que o Oliveira lhe aguente a páginazita lá no "Diário de Notícias". O único problema é que quem conhece a estória nos seus detalhes e o percurso de Marques Lopes percebe que esta sua reviravolta é, sobretudo, fruto de uma enorme e visível "dor de corno"...
sábado, 3 de setembro de 2011
Uma boa notícia!
A PROPÓSITO do Brasil: parece que o novo embaixador português na capital brasileira vai ser Francisco Ribeiro Telles. O que é indiscutivelmente um bom prenúncio, dada o ainda representante em Luanda ser indiscutivelmente um dos mais qualificados diplomatas da sua geração. Pode ser que agora e ao fim de alguns anos de mera representação, a embaixada em Brasília recupere o espaço e o peso que naturalmente lhe cabem. Uma boa notícia!
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