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domingo, 17 de agosto de 2008

Um novo partido que pode ser "um novo PSD"

AS RECENTES afirmações de Alberto João Jardim em Porto Santo, reclamando um (novo) partido que faça oposição "a sério" ao governo socialista poderão ser entendidas como o "princípio do fim" da liderança de Manuela Ferreira Leite no PSD. É que teoricamente nada impede que esse "novo partido" reclamado por Alberto João não possa ser o próprio PSD, mas "refundado", ou melhor, com o líder madeirense à frente... E a quem persiste em garantir que não o leva a sério, talvez não fosse má-ideia fazer algumas contas - nomeadamente de somar e com base no score eleitoral que as candidaturas adversárias de Ferreira Leite obtiveram mas recentes "directas": 63 por cento. E, já agora, a somar a tudo isto, a capacidade de mobilização a todos os níveis ( e não estou propriamente a falar em termos político-partidários) que Jardim possui, as bem-oleadas estruturas que detém e o descontentamento crescente que grassa no seio do PSD.
Mais: esta liderança já deu provas mais do que cabais que, em termos de lugares, não prima pela abrangência, bem antes pelo contrário. Basta ver o exemplo ocorrido no IPSD, onde todos os que estiveram contra Ferreira Leite foram pura e simplesmente "varridos". E as eleições vêm aí - já em 2009 - e há que fazer as listas para as autárquicas, legislativas e Parlamento Europeu. Um factor que só potenciará a vontade de mudança por parte dos que se sentem excluídos e postos à margem e, repito, são a esmagadora maioria. Atente-se nas palavras de Alberto João - "Se quando chegarmos a Outubro virmos que o PS é uma espécie de União Nacional do regime e que os outros partidos não contam, então é preciso fazer uma coisa nova para mudar Portugal" - e vamos lá ver se, antes, da formação das listas lá para meados de 2009, não vamos ter outras "directas" no PSD. Em Janeiro ou Fevereiro, por exemplo...

5 comentários:

Anónimo disse...

A presidente vai-se demitir quando já não houver tempo para eleições directas, nem congresso. Golpe palaciano «e mai nada» como diz um simpático militante de Oeiras.

As negociações para o Bloco Central vão já avançadas -pelo que sei já houve 2 reuniões.

Há 2 posturas. ou se deixa ir o barco desgovernado por esta corja, ou se põe uma bomba na S. Caetano.

tersa disse...

Eu tomo muito a sério as intenções de Alberto João Jardim. Estamos fartos de abéculas.

luis cirilo disse...

Janeiro.ano novo...vida nova !

Anónimo disse...

Vamos à luta. Eu considero-me um patriota(não nacionalista). É tempo de mudança.

Anónimo disse...

Venha o Dr. Alberto João Jardim agitar as águas que bem é preciso. Dizem que o homem se passa, que diz palavrões, mas chama os bois pelos nomes e é o único que não teme estes paspalhos de Lisboa.