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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Eduardo Campos: o primeiro dia do resto da sua vida


AO INVÉS da maioria dos analistas e apesar da subida global do PT a nível de mandatos de prefeitos e de vereadores, sou dos que acha que o partido de Lula e Dilma não pode "embandeirar em arco" por aí além com os resultados que obteve nas eleições locais que hoje tiveram a segunda volta em meia-centena de municípios. Apesar da clara vitória de Fernando Haddad em S. Paulo (que é obviamente significativa e foi de uma enorme importância para um Lula obviamente fragilizado pelas consequências do julgamento do chamado "mensalão"), a verdade é que, entre as dez mais importantes cidades brasileiras), o PT apenas detém o governo de duas - S. Paulo e Brasília, sendo que esta última e dado o seu estatuto de "Distrito Federal" é liderada por um governador. Todas as outras grandes "apostas" do PT e de Lula, casos de Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte e Recife, saldaram-se em derrotas para o partido do governo.
Quem pode - isso sim - "embandeirar em arco" é  Eduardo Campos, actual governador de Pernambuco, neto do mítico MIguel Arraes e que até há bem pouco tempo era dado como "vice" do PT nas próximas eleições presidenciais de 2014. Hoje, com o seu PSB a crescer mais de 60 (!) por cento no mapa autárquico brasileiro,  reforçou o seu peso no Nordeste e estendeu-o para alguns munícipios mais a sul e com um peso significativo (Campinas, por exemplo), Campos pode bem vir a ser - em vez de "parceiro"... - a alternativa a Dilma Rousseff daqui a dois anos. Vontade, essa, não lhe deve faltar!

domingo, 28 de outubro de 2012

Chiça, que só cá faltava este...

HÁ UMAS horas atrás, um amigo ligou-me desde Lisboa e - vai daí - no meio da conversa, saíu-se com esta: "Sabes quem é que pode ser o candidato da esquerda a Belém?". Disse-lhe que não fazia a mínima ideia, embora achasse que, a dois ou três anos do início do processo, poderia existir uma mão-cheia de pré-candidatos. "Quem? Diz lá, para ver se acertas...", provocou-me. E eu meio a contragosto, até porque estava a pensar em tudo menos em quem poderá vir tentar suceder à cavacal figura em Belém, lá fui lançando uns aparentemente inevitáveis nomes meio a despachar: "Sei lá, o Guterres se não conseguir ir para a ONU, o Oliveira Martins, o Alegre não se mete em outra, o Carvalho da Silva 'pelava-se' para ser, o Rui Vilar ou alguém do género... é pá não sei, ainda falta muito tempo, ainda vão acontecer tantas coisas...". Do outro lado da linha (e do Atlântico) ouvi uma gargalhada: "Estás sentado?". Não, nem pretendia estar. "Então aí vai, aguenta-te... o Sampaio!", lançou de sopetão o meu amigo, imediatamente antes de eu, num gesto certamente motivado por algum reflexo misto de surpresa, incredulidade e alguma (para não dizer muita...) repulsa, desligar-lhe o telefone na cara. De facto, para o ramalhete ficar completo só faltava cá esse... Chiça penico!

sábado, 27 de outubro de 2012

José Serra: tudo tem um fim...


AQUI ONDE estou, no Brasil, os últimos dias têm sido dias de grandes epílogos... Primeiro foi o da telenovela "Avenida Brasil", um enorme sucesso da TV Globo que há muito já não se via e cujo episódio final "obrigou" as autoridades a reforçarem a potência da rede eléctrica, tal o extraordinário nível de audiências que esta produção provocou. Hoje foi a vez do remake da saudosa "Gabriela", agora protagonizada por uma Juliana Paes que (perdoem-me os seus fãs...) não me fez esquecer Sónia Braga, chegar ao fim. E como não há duas sem três, também na Globo e logo a seguir ao último episódio de "Gabriela", tenho a impressão que assisti ao último debate televisivo da carreira política de José Serra, o candidato do PSDB que enfrentará no próximo domingo, na segunda volta, Fernando Haddad na segunda volta das eleições para prefeito de São Paulo. Vou mais longe: durante uma hora e pouco, chegou a ser penoso assistir a um desorientado e atordoado Serra, perante um adversário que o "encostou às cordas". Hoje, Serra nitidamente jogou as últimas cartadas de uma carreira política marcada por um excelente desempenho (reconhecido por todos) como ministro da Saúde de Fernando Henrique Cardoso, um corajoso passado enquanto oposicionista à ditadura militar, uma discreta passagem pelo governo de S. Paulo, mas também por duas marcantes e traumáticas derrotas em eleições presidenciais - uma contra Lula, em 2002; a outra opondo-se a Dilma, em 2010. Tudo leva a crer que no próximo domingo - e contrariamente ao que tudo levava a crer ainda há poucas semanas - Serra será inapelavelmente derrotado pelo candidato do PT, antigo ministro da Educação de Lula e Dilma e que, em poucos meses, graças a um excelente trabalho dos seus consultores, conseguiu construir uma imagem que lhe garantirá uma eleição que ainda há bem pouco tempo parecia impossível. 
Enfim, foi a semana de todos os finais...

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Uma resposta de se lhe tirar o chapéu!


É FÁCIL "bater" no primeiro-ministro. Fica bem, rende perante amigos e correligionários, a família gosta, chega mesmo a ser cool desancar Pedro Passos Coelho e o seu governo nas redes sociais. Pois é... Mas de vez em quando ficava bem a esses "profissionais do facebook", sedentos de zurzir a torto e direito em tudo o que cheire a poder, que tivessem a "grandeza" (chamemos-lhe assim...) de referir atitudes que, por infelizmente não serem já muito normais em quem nos últimos tempos nos tem governado, se tornam surpreendentes. Refiro-me à escuta hoje divulgada pelo semanário "Sol" e que envolve o primeiro-ministro e o banqueiro José Maria Ricciardi, por sinal e ao que parece amigos de longa data - especialmente no que diz respeito forma como Passos Coelho atalhou (e "cortou pela raíz") uma queixa feita durante um telefonema  por este homem-forte do grupo Espírito Santo e presidente do BESI relativamente à privatização da EDP e da REN: "Desculpa, mas não posso falar contigo sobre esse assunto". Ponto final! É preciso dizer mais alguma coisa?

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

D. Pilar: vá à merda!

NÃO É a primeira nem a segunda vez (e cheira-me que tão-pouco vai ser a última...) que escrevo sobre aquela inenarrável figura que dá pelo nome de Pilar e que exerce, desde há uns anos, como "viúva profissional". Apaparicada e idolatrada por uns idiotas que pensaram que, à conta dela e de uma fundação que ainda ninguém percebeu bem para o que serve a não ser para transplantar oliveiras e sacar uns cobres ao erário público, se promoveriam no nosso pobre "universo cultural", a criatura foi, ao longo dos anos e perante a reverência e o servilismo de quem passou pelo(s) poder(es), ganhando o estatuto de "intocável" que lhe permitiu alardear uma arrogância e uma má-educação digna de alguém lhe espetar um valente par de estalos, ou no mínimo, mandá-la aquela parte.
Agora, como se já não bastassem as cenas acanalhadas que protagonizou ao longo dos tempos, esta energúmena (e estou a ser parco na forma de qualificá-la...), do alto de uma importância que só ela e o bando de imbecis que lhe lambem as botas lhe reconhecem, não arranjou melhor maneira para reagir a uma conta que recebeu da EDP relativa aos custos de consumo de electricidade da fundação de que ela se auto-nomeou presidente vitalícia: "Temos aqui uma fundação de um Nobel da Literatura que não tinha obrigação de abrir ao público e vêm-me com os recibos de electricidade? Não falo essa linguagem". Assim, como se lê... Desconheço se da linguagem da criatura fazem parte expressões como "proxeneta" ou "chulo" e mesmo se esses termos se aplicam no feminino. O que sim sei é que desta não resisto: olhe D. Pilar... vá à merda!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Judas, o abutre esfaimado


COMEÇO A concordar com aqueles que acham que no nosso País se perdeu a noção da realidade. Especialmente quando leio notícias que dão como uma hipótese plausível os socialistas apresentarem como candidato à Câmara de Cascais alguém que durante oito longos e penosos anos pairou qual abutre esfaimado sobre a vila e o município - nada mais nada menos que o inenarrável José Luís Judas, mentor e protagonista de inúmeras "tropelias" (para não lhes chamar outra coisa...) que tiveram o município como palco e que, não fosse a sábia vontade dos cascalenses em indicar-lhe a porta de saída, teria  irremediavelmente destruído uma história e um conceito que fazem de Cascais o que é hoje. Vade retro...

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

CDS/Porto: é preciso ter lata...


LEIO QUE o CDS do Porto manifestou a sua indisponibilidade em apoiar uma eventual (e cada vez mais certa) candidatura de Luís Filipe Menezes à Câmara Municipal do Porto. Até aí tudo bem... Curioso é um dos argumentos invocados pelos centristas da Invicta: "O CDS não poderá apoiar quem, por norma, possa seguir opções idênticas às que nos deixaram numa situação de bancarrota, com uma dívida pública maior que toda nossa capacidade produtiva nacional num ano". No mínimo extraordinário, especialmente vindo de quem, ao longo de quase doze anos, não parou de mendingar junto do mesmo  Menezes vários cargos de assessorias na Câmara e nas empresas municipais de Gaia para distribuir pelos seus militantes... Haja vergonha!

sábado, 20 de outubro de 2012

Vítor Ramalho

COMO NORMALMENTE se diz, não conheço Vítor Ramalho "nem do eléctrico". Porém, tenho do agora exonerado presidente do Inatel a impressão de alguém sério, responsável e que, durante o tempo em que esteve à frente daquela instituição, fez o melhor que pôde e o deixaram. Acabei de saber, através do blogue do meu amigo Luís Cirilo (www.depoisfalamos.blogspot.com) que, algo inesperada e inexplicavelmente,  o ministro Mota Soares resolveu substitui-lo por um antigo secretário de Estado de António Guterres, um tal de Ribeiro Mendes. Também não percebo a lógica que presidiu a essa decisão. Terá sido para "chatear" o dr. Mário Soares, de quem Vítor Ramalho sempre foi próximo? Ou, como alvitra o meu amigo Cirilo, terão sido outros "interesses" - de índole mais espiritual... -  que determinaram esta inopinada substituição? Ou será que, no Caldas, já há quem comece a piscar o olho na direcção do outro largo, o do Rato - à semelhança do que ocorreu no governo de Santana Lopes, quando Paulo Portas, ainda "número dois" desse governo, já trocava sms's com José Sócrates, então líder da oposição? Quem não os conheça, que os compre...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Campanha eleitoral no Brasil (XIV): a importância da "Avenida Brasil"


HÁ TRINTA e bastantes anos, "Gabriela" foi a primeira telenovela da "Globo" que a televisão portuguesa (na altura apenas existia a RTP...) exibiu. Estávamos, salvo erro, em 1976 e o País pura e simplesmente parava às oito e meia da noite, o horário em que o então denominado "primeiro canal" exibia - a preto e branco, é claro... - a adaptação televisiva do romance de Jorge Amado que a deslumbrante Sónia Braga então protagonizava. E quando digo que o País parava, parava mesmo - a ponto do próprio Conselho de Ministros muitas vezes ter  suspenso os seus trabalhos para que, na residência oficial de S. Bento, Mário Soares e os seus ministros pudessem seguir as deliciosas peripécias que tinham a cidade de Ilhéus como palco. Vem isto a propósito da decisão do PT em adiar o comício de campanha do seu candidato a prefeito de S. Paulo Fernando Haddad que estava previsto para sexta-feira à noite e que contaria mesmo com a presença da presidenta Dilma Rousseff.  O motivo? O facto de coincidir com a exibição do último episódio da telenovela "Avenida Brasil", talvez o maior sucesso em termos de audiências da "Globo" dos últimos anos. Pelo sim pelo não e prevendo um comício "às moscas", os estrategos da campanha de Haddad preferiram jogar pelo seguro e atrasar a realização do evento 24 horas...

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A rábula do "estar e não estar"...

TIRANDO Ribeiro Castro e  Telmo Correia e uns (poucos) quantos, hoje em dia o CDS não passa de um bando de garotos deslumbrados e obedientes a um líder a quem familiarmente tratam por "Paulo" e a quem obedecem cega e servilmente. Praticamente todos "crias políticas" de alguém que nunca olhou a meios para atingir os fins, que já traiu praticamente todos os aliados políticos com quem se envolveu e que tornou-se perito naquela manhosa maneira de estar na vida e na política que é "de estar e não estar", esse grupelho do Caldas é incapaz de soltar um "ai" sem que antes - nem que seja às quatro ou cinco da manhã - "alguém" os autorize (ou mande...) a tal. Daí que (mais) esta rábula de alguns miúdos do CDS relativamente ao Orçamento de Estado que - recorde-se... - foi aprovado em Conselho de Ministros pelos ministros desse partido (a começar pelo seu líder) não passa de mais um triste, vergonhoso e revelador episódio das rábulas de alguém que, vendo as coisas darem para o torto, prepara todos os cenários possíveis e imagináveis para tentar sair incólume. Uma vergonha - não só para o próprio (mas esse já pouco se importa, tal o número de patifarias que tem sido protagonista ao longo dos anos), mas também para um partido que hoje não passa de uma espécie de "confraria da chanfana" ou coisa do género) e mesmo para o próprio regime, de que o CDS é - quer se queira quer não - uma das principais referências a nível partidário. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Duda e Zilmar


OS MEUS amigos  Duda Mendonça e Zilmar Fernandes são julgados daqui a umas horas no Supremo Tribunal Federal no âmbito do já célebre "processo do mensalão" que desde há sete anos agita a cena política brasileira.  Não porque tenham sido "mensaleiros" (longe disso!), mas tão só e apenas porque viram ser-lhes saldada uma dívida da campanha presidencial que conduziu Lula à presidência por fundos que, pelos vistos, parecem ter sido obtidos de forma menos "ortodoxa" - algo que eles só vieram a saber quando eclodiu este escândalo que quase derrubou o antigo presidente brasileiro em 2005. De Zilmar, sou amigo de longa data e tive oportunidade de ser sua testemunha abonatória no âmbito deste processo; de Duda, além de ser também seu amigo, aprendi praticamente tudo o que acho que sei nestas lides do marketing político e tenho-o, sem exagero, em conta de uma das pessoas mais geniais que alguma vez me foi dado conhecer. A ambos desejo - mais do que qualquer outra coisa - toda a justiça do mundo. Para que este "pesadelo" que dura há sete anos acabe de vez e possamos todos os que somos seus amigos (e somos muitos!) dar-lhes um abraço daqueles que não acaba mais!

domingo, 14 de outubro de 2012

D. Pilar, a viúva profissional


AUSENTE DE Portugal já há alguns meses, leio no "Expresso - mais concretamente na coluna de Miguel Sousa Tavares - que a D. Pilar Del Río, essa inefável criatura que pulula por aí há uns anos com uma postura arrogante e de quem parece que alguém lhe deve alguma coisa, foi a escolhida para encerrar o pretensioso "Congresso das Alternativas" e que mais não deve ter sido que uma daquelas enfadonhas reuniões em que os Vascos Lourenços da vida podem dar largas à sua farta imbecilidade. Fiquei sem perceber se a escolha da D. Pilar se deveu ao seu estatuto de "viúva profissional", se de presidente vitalícia de uma fundação que como (e muito bem) observa Sousa Tavares ninguém sabe quanto "já nos custou e o que fez em troca pelo bem comum", ou se pelo sotaque que faz lembrar um daqueles pobres, famélicos e tristes palhaços de um qualquer circo Cardinale. Uma coisa é certa: se a "alternativa" passa pela D.Pilar, vou ali e já venho...

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A propósito do "Público"...


SOB O título "Duas páginas", Paulo Gorjão publicou há algumas horas atrás um post no seu blogue "Bloguítica" que merece ser lido, ainda para mais numa altura em que o jornal "Púbico" vive uma crise que ameaça seriamente o seu futuro. Aqui fica: "Que o Público, que pretende posicionar-se como uma publicação de referência, dedique na sua edição de ontem duas páginas inteiras ~ repito, duas páginas na sua totalidade - a um livro que "ensina como fazer o curso [superior] 'na maior'", diz muito sobre o estado do jornal na actualidade. Estamos a falar, por mera curiosidade, de um jornal que quase arrancou o cabelo num transe de indignação com o caso da licenciatura de Miguel Relvas, mas que no lead do artigo em causa destaca, validando e/ou legitimando a tese dos autores, que "não é preciso andar sempre agarrado aos livros para se ter boas notas no ensino superior (...) muitos professores são chatos. Quase todos os alunos copiam". Extraordinário. As mesmas virgens jornalísticas que se horrorizaram com as facilidades concedidas a Miguel Relvas na obtenção da sua licenciatura convivem bem com um artigo de duas páginas que faz a apologia do facilitismo no ensino superior. Moral da história? O Público é hoje uma sombra do jornal que foi no passado. Lamento."

Aquilino Ribeiro Machado


UM HOMEM bom, um cidadão exemplar, uma figura ímpar de um Portugal que vai desaparecendo aos poucos. Conheci-o praticamente desde que nasci e dele guardo uma imagem de uma coerência e postura irrepreensíveis. Com o seu desaparecimento - tal como sucedeu há uns meses com Maria Keil - vai-se embora um bocadinho da minha infância. É nestes momentos que, como canta Pablo Milanés, sentimos que nos vamos poniendo viejos... 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Coroatá: um final feliz



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ALGUNS MESES de (muito) trabalho. Uma excelente candidata: Teresa Murad. Um projecto com pés e (muita) cabeça. Uma equipa dedicada e comandada por alguém que "respira (muito e bem!) política" 24 horas por dia e 365 dias ao ano. Um povo cansado de tanto abandono e atraso. Uma enorme vontade de mudança. Uma estratégia corretíssima. Resultado? Um final feliz!

domingo, 7 de outubro de 2012

Nada mais que a sua obrigação...


LEIO EM inúmeros posts no Facebook encomiásticos comentários ao facto do presidente da Câmara Municipal de Lisboa ter publicamente apresentado desculpas pelo caricato e revelador episódio da bandeira nacional que foi içada ao contrário nas cerimónias oficiais que decorreram nos Paços do Concelho. E li de tudo: "uma atitude nobre",  "uma postura notável", "um gesto de grande elevação" e uma série de elogios do género. Fiquei de boca-aberta... Então estavam à espera de quê?! Que António Costa não fizesse mais do que a sua obrigação?! É isso que é "nobre", "notável" ou de "grande elevação"?! Assumir o erro de que ele é, por inerência de funções, o principal responsável?! De facto, no nosso País as pessoas começam a perder a noção do quer que seja... Ou então, como diz alguém que eu conheço, "anda tudo a ouvir vozes"...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Apoiado!


"Quem tem medo compra um cão!"

Mário Soares, a propósito da alteração do local das comemorações oficiais dos 5 de Outubro