COMENTÁRIOS

É regra deste blogue só publicar os comentários devidamente identificados, pelo que os que preferem refugiar-se no "cómodo" anonimato e em pseudónimos sem qualquer justificação terão necessariamente "ir pregar para outra freguesia"...

Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Dá gosto ler!

O TRABALHO jornalístico publicado no diário "Público" do último domingo sobre a Ongoing e assinado por Cristina Ferreira é, sem qualquer sombra de dúvidas, a prova que (afinal...) ainda existem jornalistas no nosso País. Seis excelentes páginas de um texto onde, a olhos vistos, imperou um trabalho cuidado, responsável e sem estar ao serviço de ninguém. A jornalista falou (ou pelo menos tentou...)  com dezenas de pessoas, passou a pente fino o que achou que devia passar, tocou de forma elegante em pontos onde só com elegância se devem abordar, enfim fez um excelente trabalho a todos os níveis - objectivo, sério e que dá gosto ler,independentemente da opinião que cada um possa ter pelo grupo liderado por Nuno Vasconcelos.

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

Quem não o conheça, que o compre...

APESAR DE andar por cá há muitos anos, o intrépido Marcelo Rebelo de Sousa ainda não perdeu a capacidade de surpreender-nos. Já não falo desta sua "costela" de animador de TV, onde as a "ditadura das audiências" o obrigam agora a misturar comentário político com entrevistas aos Abrunhosas da vida e actuações ao vivo dos "Clã" e coisas do género. Falo sim da forma veloz - qual gazela em estepe africana - com que saltou no domingo passado numa objectiva defesa (pública...) de Cavaco Silva , criticando o que ele denominou como "tiro ao Cavaco", algo que ele acha que até já contagiou "as tias de Cascais" (sic.). É que, diz o ziguezagueante professor, as críticas ao Presidente da República são "uma moda perigosa e (...) debilitam o prestígio do Estado (...)". Para ele, a figura do chefe de Estado "não deve ser fragilizada" - isto como se ele não soubesse que essa "fragilização" deve-se única e exclusivamente ao próprio Cavaco e às suas sucessivas gaffes e "tiros no pé" que tem, ele próprio, protagonizado. Um brincalhão, este sempre divertido prof. Marcelo! E sempre adaptando e ajustando o comentário à sua estratégia com vista a 2016...



Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

Ai, ai, ai, ai, ai...

QUANDO SOUBE da desistência à última-hora de Cavaco Silva em participar numa cerimónia na Escola António Arroio e os motivos  determinantes que levaram o Presidente da República a "fugir a sete pés" de uma visita há muito programada, recordei-me de um episódio ocorrido no ano lectivo de 1969/70 no antigo ISCEF quando o então jovem professor Cavaco Silva, que aí leccionava a cadeira "Finanças I", viu a sua aula interrompida pela contestação de um grupo de alunos e, sem conseguir impôr a sua autoridade e evidenciando um nervosismo (vamos chamar-lhe assim...) pouco consentâneo com a postura que um professor deve manter, optou por "dar às de vila-diogo", dando azo a algumas interpretações que em nada abonam relativamente à sua personalidade. Aliás, diga-se de passagem, Cavaco nunca mais voltou a leccionar aquela cadeira, tendo os alunos criado um auto-denominado "Curso Livre de Finanças". Contou-me e garantiu-me quem lá estava e que ainda hoje não entende o inesperado e em nada nobre "bater em retirada" de quem hoje se senta no cadeirão presidencial e é formalmente o "comandante supremo" das nossas Forças Armadas...

Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

Piegas ou mentirosos?

HÁ MAIS de uma semana, meio-Portugal anda a discutir calorosa e enfaticamente umas supostas declarações de Pedro Passos Coelho em que este, numa intervenção proferida no Instituto de Odivelas, teria apelidado os portugueses como "piegas". Ao longo destes dias, as críticas sucederam-se, deram azo a mil e uma doutas e sábias opiniões dos comentadores instalados e o primeiro-ministro mais se assemelhou a um saco de boxe que propriamente a qualquer outra coisa. Hoje à tarde, já um bocado farto do País (ofendido e apoucado...) não pensar em outra coisa do que nas declarações de Passos Coelho, dei-me ao trabalho de ir ver exactamente quais tinham sido as palavras usadas pelo chefe do governo, bem com o o contexto em que as proferiu. E após uma rápida e eficaz pesquisa googliana, encontrei no "Público" as exactas palavras proferidas por Passos Coelho:  "Devemos  persistir, ser exigentes, não ser piegas e ter pena dos alunos, coitadinhos, que sofrem tanto para aprender(...)". Vale a pena dizer mais alguma coisa? É melhor não...

Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

Briosa!


QUARENTA E três anos depois, a Académica volta ao Jamor para disputar a Taça de Portugal. Uma alegria apesar de vermos o clube entregue a um bando de "futricas" que envergonham uma história que hoje há quem tente em desvirtuar. E altura para tentar esquecer um presente triste com a evocação de um passado notável. Efferrreá!

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

'Tá bem abelha...


MUITO "OPORTUNA" a manchete do "Expresso" de hoje e onde se dá conta das grandes preocupações de índole social do dr. Cavaco Silva e se tenta passar a imagem que o Presidente da República é um feroz (mas silencioso) opositor das medidas restritivas que o governo de Passos Coelho tem vindo a anunciar. Oportuna (ou oportunista?) porque vê-se à légua que os "recados" vindos de Belém apenas e só possuem um objectivo - o de atenuar as desastradas declarações de Cavaco sobre os seus rendimentos pessoais. Uma esperteza não só saloia, mas obviamente trapalhona. Longe vão os tempos em que a entourage de Cavaco fazia as coisas com profissionalismo, perspicácia e inteligência, "marcando" a agenda política e não desta forma atabalhoada e a reboque dos acontecimentos.

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Sem qualquer margem de dúvida!

HÁ TRÊS dias neste blogue manifestei as minhas dúvidas sobre se o dr. Cavaco Silva seria, ou não, parvo. Hoje, após ter lido as esfarrapadas e parolas justificações que o Presidente da República resolveu apresentar acerca da inenarrável descrição que há dias tentou fazer dos seus rendimentos pessoais, deixei de ter qualquer dúvida: além de querer fazer de nós parvos, o dr. Cavaco é mesmo parvo!

Domingo, 22 de Janeiro de 2012

Com quem ferros mata...

A MEMÓRIA tem destas coisas... Quem se lembra da irónica declaração do então primeiro-ministro Cavaco Silva sobre o também então Presidente da República e onde apelava a que Mário Soares fosse ajudado a "terminar o seu mandato com dignidade". Eu lembro... E já agora possuo algumas dúvidas se, tantos anos depois, os portugueses têm agora vontade de contribuir para que o dr. Cavaco termine, também ele, o seu mandato como chefe de Estado "com dignidade". Pelo que tenho visto nos últimos dias, "cheira-me" que não!

Sábado, 21 de Janeiro de 2012

Falta muito?


EU NÃO sei (embora tenha fortes suspeitas...) se o dr. Cavaco Silva é parvo. O que eu sim sei é que o dr. Cavaco Silva tem uma irresistível tendência para fazer de nós... parvos. E isso - peço desculpa! - chateia-me e é uma coisa que pura e simplesmente não lhe admito, ainda para mais desempenhando a pessoa em causa as funções que desempenha. Já não bastava o descaramento com que o sujeito em causa tem surgido publicamente a "tirar a água do capote" relativamente às muitas responsabilidades que lhe cabem enquanto primeiro-ministro - cargo que ocupou durante 10(!) anos - nesta crise em que o País está mergulhado, vem agora a cavacal figura meter as mãos pelos pés e os pés pelas mãos a tentar "deitar areia para os olhos" dos portugueses no que diz respeito aos seus rendimentos mensais. E com uma esperteza (bem) saloia, em frente de câmeras e microfones, tentou misturar Caixa Geral de Aposentações com universidade, Fundação Calouste Gulbenkian com o "pé-de-meia" do poupadinho casalinho Silva e a reforma do Banco de Portugal com um ordenado de Presidente da República que supostamente a que terá renunciado. E tudo isso para quê? Para baralhar-nos, pensando que ninguém iria perceber que optou pela reforma do Banco de Portugal porque o seu valor é significativamente superior ao vencimento enquanto chefe de Estado. E isto já para não falar das despesas de representação a que naturalmente tem direito e a que obviamente não renunciou, tal como as inevitáveis e justificadas mordomias que o Estado naturalmente concede a quem ocupa o palácio de Belém. É por estas e por outras que começamos - todos - a ficar fartos de alguém que já ultrapassou o "prazo de validade" e a quem, juntamente com aquele paradigma da piroseira nacional que é a sua Maria, queremos é ver pelas costas... Falta muito? É que o descaramento, a desfaçatez e a falta de bom senso, especialmente para quem é Presidente da República, tem limites!

Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

Perguntar não ofende...

MUITO CURIOSA a revelação, vinda hoje a público no jornal "i", da importância que o presidente da CIP teve em todo o processo negocial que conduziu à assinatura do Acordo de Concertação Social, nomeadamente em convencer o secretário-geral da UGT a aceitar algumas alíneas do aparentemente controverso documento. Será que apesar de estarem em "trincheiras" opostas existirá algo de cariz mais espiritual que unirá António Saraiva e João Proença?

O bastonário e a ministra

A 18 de Junho passado e sob o título "O elogio do bastonário" e a propósito da efusividade que caracterizou a reacção de Marinho Pinto à indigitação de Paula Teixeira da Cruz como ministra da Justiça, escrevi: "Um amigo, que nunca perde uma oportunidade para mostrar a sua ironia, não resistiu a ligar-me há uns minutos atrás e confessar-se muito perturbardo com o elogio público que o bastonário da Ordem dos Advogados fez da nova titular da pasta da Justiça: "Não augura nada de bom, esta esfuziante alegria de Marinho Pinto, nada mesmo...", dizia-me com uma voz aparentemente muito séria. Seis meses depois, percebo que o meu amigo estava cheio de razão!

Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

Mozart


SE EXISTEM "lojas selvagens" dentro da Maçonaria, será que agora também existem "lojas de conveniência"?

Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012

Vale a pena comparar...

VALE A pena atentar na forma como hoje alguma imprensa tem tratado a questão referente à indigitação de Manuel Frexes, presidente da Câmara Municipal do Fundão há uma década, para a administração do grupo Águas de Portugal. Leia-se então o título do "Diário de Notícias" desta manhã: "Águas de Portugal exigem 7,5 milhões de euros a novo administrador que vai receber 150 mil euros de salário". E agora, uma chamada do texto publicado pelo jornal "i" e assinado pela jornalista Liliana Valente: "A câmara do Fundão – de onde Frexes, por agora, só ainda admite vir a sair – tem por pagar actualmente 7,5 milhões de euros à Águas do Zêzere e Côa, uma subsidiária da AdP". Palavras para quê? É por estas e por outras que lá para os lados da Avenida da Liberdade não falta quem se queixe amargamente da progressiva queda de leitores...

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012

A overdose de Junqueiro

ACABEI DE no "Jornal da Uma" da TVI ver o socialista José Junqueiro, com uma lata verdadeiramente inacreditável e com um ar de "virgem ofendida", mostrar-se muito surpreso por algumas nomeações que este governo PSD/CDS tem efectuado nos últimos dias. É que... das duas, uma: ou Junqueiro come muito queijo e esqueceu-se da verdadeira "pouca vergonha" que foram os seis anos da governação socialista em termos de nomeações de amigos e camaradas; ou então, à semelhança de alguns camaradas seus, perdeu completamente a vergonha! Prefiro acreditar que Junqueiro esteja sob os efeitos de uma overdose de queijo...

Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012

Rídiculo

O "FOLHETIM" que tem rodeado a nomeação de seis novos membros do Conselho de Supervisão da EDP é bem revelador do estado a que tudo isto chegou, onde à falta de argumentos, busca-se e (re)busca-se episódios e coincidências para justificar o que convém e encontrar "justificações" que, embora esfarrapadas, dão um jeitão para quem certamente não se importava nada de ter tido a chance de indicar alguém para aquele hoje tão badalado Conselho. A mais gritante e ridícula das "ligações" apontadas é a do empresário Ilídio Pinho. À falta de encontrar algum "pecado laranja" ao empresário, "cavaram", "cavaram" e "cavaram" e descobriram que Pinho tinha apoiado a nomeação de Santana Lopes para suceder a Durão Barroso na chefia do governo! Esqueceram-se é que o empresário foi mandatário de Mário Soares nas presidenciais de 2005 e de Jorge Sampaio em 1996. E já agora, que foi o mesmo Soares que indicou Vasco Rocha Vieira (outros dos novos integrantes do Conselho de Supervisão da EDP) para governador de Macau... Vão-se mas é catar!

Domingo, 8 de Janeiro de 2012

O que eles sabem, já a mim me esqueceu...

TANTA, MAS tanta asneira e ignorância que tem sem sido revelada nos últimos dias acerca de um tema gasto, velho e cansado chamado "Maçonaria"... E que só prova a mediocridade e a falta de preparação - salvo as cada vez mais raras excepções... - de quem hoje em dia escreve na nossa Imprensa e a "manhosice" de quem define os alinhamentos da informação televisiva.

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

O seu a seu dono...

O MÍNIMO que se pode dizer da forma como Paulo Portas aproveitou e geriu o tradicional "Seminário Diplomático" que habitualmente, nesta altura do ano, reúne em Lisboa os chefes das nossas missões diplomáticas é que o actual ministro dos Negócios Estrangeiros protagonizou (e bem...) um "número" de se lhe tirar o chapéu. Até no facto da sua intervenção ter sido transmitida em directo pela SIC-N e pelo canal de informação da RTP...

Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

O chato


DE REPENTE o País "descobriu" que os seus políticos não possuem dimensão e mundo, que já não existem os Soares, os Sá Carneiros, os Zenhas, os Amaros da Costa ou os Cunhais de antanho, que às mais recentes "fornadas" de dirigentes políticos lhes falta o peso e a "chama" de quem, nos anos 70 e 80, foi protagonista da nossa cena política! Verdade seja dita que não somos caso único... Peçam, por exemplo, a um francês para comparar Sarkozy a Mitterrand; a um alemão para optar entre Brandt ou mesmo Kohl e a chancelerina Merkl; a um espanhol para encontrar semelhanças entre González e Zapatero ou Suárez e Rajoy; a um italiano para escolher entre (apesar de tudo...) Andreotti e Berlusconni - e aposto que o resultado será o mesmo e um certo "saudosismo" imperará por essa Europa fora, independentemente das preferências políticas de cada um.
Mas desenganem-se os que pensam que este fenómeno é recente, que apenas nos últimos anos é que alguma genialidade possa ter dado a alguma mediocridade. Trocando por miúdos: não me venham dizer que esta nova fase começou agora, com a ascensão ao poder dos Sócrates, dos Seguros, dos Passos Coelhos, dos Marques Mendes, das Ferreiras Leite ou dos Jerónimos de Sousa e que se resume a quem, nos últimos anos, conduziu os destinos dos nossos principais partidos Não, isto vem de trás, lá muito de trás! E quem tiver tido a paciência para ler a longa e desinteressante entrevista que Jorge Sampaio deu ao "Expresso" no último fim-de-semana perceberá bem que esse "ciclo" não é de agora, revelou-se bem desde os tempos em que Belém deixou de ser ocupada por alguém - que concorde-se ou não com a sua actuação e ideias - possuía um percurso e vida próprios para dar lugar a um vulgaríssimo cidadão, a quem, para além do ar "abrishtalhado" e de uma actividade académica onde se destacou politicamente mas conseguindo sempre "passar entre os pingos da chuva", nunca se lhe conheceu uma ideia que fosse. Ao longo da sua (penosa) passagem pela Presidência da República, Sampaio foi o paradigma do lugar comum e demonstrou uma triste avareza de espírito, por vezes disfarçada por uns enigmáticos e palavrosos discursos que, depois de "espremidos", se resumiam a uma vulgaridade de pensamento próprio de quem nada tem e sabe dizer. Jorge Sampaio (e que me desculpem alguns amigos que por ele possuem estima...) é uma daquelas personagens em que o nosso País é pródigo em gerar - enfatuados, palavrosos, chatos e que se têm, a si próprios (coitados...), em grande conta. Como diz um amigo, muito dado à linguagem castrense, Sampaio é useiro e vezeiro em dizer "generalidades e culatras".

"Campaign&Elections" em português!


É CONSIDERADA, a nível mundial, como a melhor publicação em matéria de comunicação, estratégia e marketing político. Fundada em 1980, esta revista afirmou-se desde sempre como uma reconhecida fonte de informação, análise e debate para quem faz e gosta de política. A partir de agora e por iniciativa do Hoffman Group, a "Campaign&Elections" tem uma edição digital em português, totalmente gratuita e dirigida a quem, no mundo lusófono, se interessa por estes temas - e onde (diga-se de passagem...) tenho o gosto de integrar o Conselho Editorial. Para receber mensalmente esta nova versão da"C&E", basta aceder ao site http://www.campaignsandelections.com.br. Espero que gostem!

Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

Anda (mesmo) tudo a ouvir vozes...

HÁ MOMENTOS em que, como diz alguém meu amigo, acho que decididamente ando a "ouvir vozes". Hoje foi um desses dias. Apesar de não ter comprado jornais, a falta de tempo apenas permitiu-me dar uma rápida vista de olhos pelos títulos de algumas publicações na internet. E chegou-me... Primeiro: "Médica de Vara assalta joalharia". Segundo: "Estaleiros de Viana de Castelo cancelam venda a empresa de Manuel Godinho de 200 quilómetros de cabo eléctrico, apesar de esta ter ganho o leilão(...)". E terceiro, talvez para provar que esta "insanidade" (para não lhe chamar outra coisa...) afinal ultrapassa fronteiras: "Hugo Chávez questiona 'mão' norte-americana nos cancros que atingiram vários presidentes sul-americanos de Dilma Rousseff, Lula, Fernando Lugo, Cristina Kirchner - e ele próprio(...)". Safa!

Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

Maria Elisa: venham lá mais 150 mil!

REGRESSADO A esta actividade "bloguística" (após uma paragem de três semanas), leio nos jornais que a apresentadora (ou deverei chamar-lhe jornalista?) Maria Elisa prepara-se para - pelo menos pela terceira (!) vez nos últimos anos - negociar a sua rescisão contratual com a RTP. Leram bem: terceira vez! Segundo consta, desta feita sairão dos cofres da televisão pública nada mais, nada menos que 150 mil euros, uma excelente quantia para alguém que, nos últimos anos, tem-se arrastado a apresentar um programa que ninguém vê na RTP-2. Pode-se gostar ou não da D. Maria Elisa (eu decididamente não gosto), mas convenhamos que em matéria de rescisões com a RTP não existe ao cimo da terra quem ensine o quer que seja a esta senhora que sempre soube (ou pelo menos tentou...) estar sempre ao lado de quem manda.

Sábado, 3 de Dezembro de 2011

O meu amigo dos Algarves...

UM AMIGO meu, há muito radicado em terras algarvias, ligou-me hoje logo pela manhã: "Viste a capa do 'Sol', com o não sei quantos que diz que é o estripador?", perguntou-me. Tinha visto sim, de relance ainda, porque não tinha tido ainda tempo de ler com calma o texto referente à estrambólica manchete do semanário dirigido pelo sempre peculiar arquitecto Saraiva. O meu amigo estava - como sempre - imparável: "Ainda falavam no 'Tal&Qual', lembras-te?". Lembrava... "Na altura ao arquitecto só lhe faltava dizer que 'escarrava' no jornal, que o 'T&Q' era o belzebu dos jornais, lembras-te?". Também me lembrava... E o meu amigo rematou: "Pois é Fafini, um dia destes ainda vou ver o 'Sol' com uma manchete a toda a largura da primeira página sobre uma cesariana de um travesti!". Pois, digo eu...

Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011

Eclipse fotográfico...

COMO QUE por artes mágicas (de vá lá saber-se porque razão...) a exaustiva cobertura fotográfica que documentava a visita do casal Cavaco Silva às obras de remodelação da "residência de Verão" do Presidente da República eclipsou-se da sua página oficial uma semana após o evento em causa. Ficámos assim todos privados de poder constatar o ar deliciado e até deslumbrado de Maria e Aníbal ao observarem o extremo cuidado colocado no restauro do palacete da Cidadela de Cascais que chegou a albergar o Rei D. Carlos. É pena...

Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

As confissões de "Boni"


DURANTE ANOS José Bonifácio Oliveira ("Boni") pôs e dispôs durante anos na televisão brasileira, ou melhor dito na todo-poderosa Rede Globo. Homem de confiança de Roberto Marinho, "Boni" foi ao longo de décadas um dos "caras" mais influentes do Brasil. Pertencer ao seu círculo restrito ou somente ter acesso à sua entourage era o sonho de muito político e empresário brasileiro. Há uns anos, "Boni" resolveu abandonar as lides e abrir (com sucesso) um discreto escritório de consultadoria a que inúmeras estações e canais de todo o mundo recorreram. Agora lançou as sus memórias, certamente um dos grandes êxitos editoriais no Brasil durante este ano. Chama-se "O Livro de Boni" e nele o "ex-chefão da Globo" (como é conhecido) revela alguma estórias da sua vida. A destacar, aquela relacionada com o famoso debate entre Lula e Fernando Collor de Mello, nas presidenciais de 1989, onde e apesar do cargo que ocupava na Globo, "Boni" não se coibiu e dar uma "ajudinha" a Collor... Recorda ele numa entrevista há dias: "Eu achei que a briga do Collor com o Lula nos debates estava desigual, porque o Lula era o povo e o Collor era a autoridade", recordou. "Então nós conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor com uma 'glicerinazinha' e colocamos as pastas todas que estavam ali com supostas denúncias contra o Lula - mas as pastas estavam inteiramente vazias ou com papéis em branco". Segundo ele, essa foi a maneira de "melhorar a postura do candidato junto ao espectador para que ele ficasse em pé de igualdade com a popularidade do Lula". E rematou: "Todo aquele debate foi produzido - não o conteúdo, o conteúdo era do Collor mesmo -, mas a parte formal nós é que fizemos". Como diz o outro... "quem a verdade conta não merece castigo"!

Domingo, 27 de Novembro de 2011

Pedro Santana Lopes


NO DIA em que o Fado foi considerado pela Unesco como "património imaterial da Humanidade" e quando certamente vai andar por aí muito boa gente a pôr-se em bicos de pé e a desdobrar-se em entrevistas, convém recordar quem foi o "pai" deste processo - Pedro Santana Lopes. Que ainda hoje, numas curta e despretensiosa declaração à Rádio Renascença, recordava que a ideia tinha partido de MIguel Almeida (seu antigo chefe de gabinete na Câmara Municipal de Lisboa) e de Sara Pereira (directora do Museu do Fado) e que posteriormente Mariza e Carlos do Carmo tinham sido convidados por ele a serem os "embaixadores" deste projecto. 

Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011

António Ramalho Eanes


NO DIA em que se cumprem trinta e seis anos após o "25 de Novembro" e antes que surja o inefável Lourenço a tentar colher os louros que não lhe pertencem, aqui fica a homenagem devida a um homem a quem o País muito deve: António Ramalho Eanes.

"Barrela", precisa-se!

SEM QUERER questionar o direito daquela meia-dúzia de auto-proclamados "indignados" permanecerem "acampados" naquele pequeno larguito entre a escadaria da Assembleia da República e a Fundação Mário Soares, era capaz de não ser má-ideia que, de vez em quando, António Costa mandasse os serviços camarários dar uma "barrela" ao espaço eleito por quem, desde Outubro, ali pacientemente se manifesta.

Quinta-feira, 24 de Novembro de 2011

O casal "contentinho da silva"

NÃO É segredo para ninguém que, por vezes, o casal Cavaco Silva não resiste a um certo deslumbre, que é como quem diz a deixar-se seduzir pelo poder e sua liturgia. "Estórias" não faltam - umas verdadeiras, outras falsas, outras que apenas pecam por algum exagero por  parte de quem as conta. E diga-se em abono da verdade que a maioria dessas "estórias" até têm como protagonista aquele verdadeiro paradigma de um certo intelectualismo de trazer por casa que dá pelo nome de Maria Cavaco Silva, a quem apontam (sabe-se lá se injustamente...) um verdadeiro e irresistível fascínio por estas coisas relacionadas com o poder - e não o próprio Cavaco Silva, que nestas coisas dizem (coitado...) não passar de um "pau mandado". Mas vem tudo isto a propósito da cerimónia que ontem teve lugar em Cascais e que, sob o "disfarce" de visita às obras de remodelação do Palácio da Cidadela e de inauguração de  exposição intitulada "Jogo da Glória", não foi mais do que a visita do casal Cavaco a um palacete que desde os tempos do Rei D. Carlos serve como "residência de Verão" do chefe de Estado e que agora, por "obra e graça" do erário público, foi palco de uma profunda obra de reabilitação de forma a poder servir o fim a que é destinado há mais de um século. Ninguém contesta a necessidade da obra em causa, o que sim espanta é que em tempos de "austeridade digna" (e aqui cito o próprio Presidente da República), o casal presidencial não tenha tido o bom-senso e a maturidade de, pura e simplesmente, poupar o País a mais um exercício de bacoco e triste deslumbre. E para que não restem dúvidas sobre o ar "contentinho da silva" de Maria e Aníbal ao visitarem aquele que pode vir a ser o seu refúgio de fim-de-semana, aqui fica o link da reportagem fotográfica publicada no site da Presidência da República - http://www.presidencia.pt/?idc=10&idi=59496.

Pedro Passos Coelho


NUNCA TENDO sido um grande entusiasta de Pedro Passos Coelho, tenho que reconhecer que a prestação do primeiro-ministro desde que tomou posse tem-me surpreendido agradavelmente. Mais que qualquer outro membro do governo, Passos Coelho tem conseguido mostrar ao longo destes meses um "calo" que, à partida, não seria de esperar por parte de quem pouca ou nenhuma experiência possui nestas andanças. E principalmente tem mostrado à saciedade uma calma e serenidade que só é possível a quem está bem-intencionado. E é exactamente essa a imagem que o chefe do governo tem conseguido transmitir - a de um homem bem-intencionado, sério e que dificilmente esconde alguma amargura por ser obrigado a protagonizar medidas que obviamente preferia não ter de assumir. Se as coisas lhe correrem bem (que é como quem diz, se todo este esforço de austeridade resultar de facto num "arrumar de casa" e ficarem criadas as condições para que o nosso País possa encarar a segunda metade desta década com outra expectativa), Passos Coelho ficará na história. Possivelmente por não ter pretensões a ser mais do que um homem comum e não surgir aos olhos dos portugueses como "o salvador". Porque de pretensos e supostos "salvadores", estamos nós fartos! 

Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011

Alô Horta Seca, aqui Bruxelas...

DO MESMO modo que percebo (e sei...) a influência que Marques Mendes exerce no Ministério da Administração Interna, onde só o jovem e ao que me dizem eficientíssimo secretário de Estado Lobo d'Ávila escapa à "tutela" do antigo líder do PSD, "cheira-me" que no super-ministério da Economia, o controverso Álvaro Santos Pereira anda muito pouco imune a recados, pedidos e pressões da dupla Durão Barroso-José Luís Arnaut, desde sempre muito cúmplices no que diz respeito à colocação de pessoas da sua confiança pessoal e política em lugares dito "sensíveis".  

Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

En hora buena...

DESCONHEÇO SE Mariano Rajoy vai ser, ou não, o presidente do governo que a Espanha necessita. Pelos vistos, os espanhóis acham que sim... Pode-se gostar muito, pouco, tudo ou nada deste (in)carismático líder do PP, mas numa coisa todos têm de estar de acordo: que extraordinária capacidade de resistência e perseverança Rajoy possuiu ao longo destes sete anos, acumulando sucessivas derrotas e desaires eleitorais, mas nunca "deitando a toalha ao chão"!  Nem que seja por isso, que não lhe falte "suerte"...

Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011

Paulo Portas: "na mouche"!

O SEU a seu dono: reconheça-se que a mini-reformulação da rede diplomática e consular hoje anunciada por Paulo Portas e em que, entre outras medidas, são "encerradas temporariamente" 7 embaixadas (Andorra, Bósnia-Herzegovina,  Estónia, Letónia, Lituânia, Malta e Quénia), primou pela racionalidade e pela lógica. De notar também o facto do embaixador em Paris passar a acumular a chefia da nossa representação na Unesco e do representante em Viena, assumir igualmente idêntico cargo junto da OSCE. Na mouche...

Puxar a brasa à sardinha...



A UIPT (União Internacional dos Transportes Públicos) distinguiu o filme concebido pela Duda Portugal para assinalar os 50 anos do Metropolitano de Lisboa com o Marketing Award para o "melhor filme" produzido no ano de 2010.

Terça-feira, 15 de Novembro de 2011

Mais do mesmo...

O JULGAMENTO do já célebre "caso Face Oculta" já entrou na segunda semana e ninguém me tira da cabeça que aquilo "vai acabar em nada". Minto... vai acabar com as contas bancárias dos nossos principais escritórios de advocacia um bocadinho (para não dizer um bom bocado...) mais "confortáveis". É como diz um amigo meu: "Aquilo só interessa mas é às grandes superfícies de advocacia!" Pois...

Cassius Clay: um verdadeiro campeão!


QUEM AINDA se lembra da enorme rivalidade entre Joe Frazier e Cassius Clay (depois Muhhamad Ali) não pode ter ficado indiferente à inesperada presença de um cada vez mais debilitado Ali no velório daquele que foi o seu grande adversário no início dos anos 70. Apesar de visivelmente afectado pela doença de Parkinson, aquele que foi o maior boxeur de todos os tempos não hesitou em ir render a homenagem a Frazier, num gesto que só demonstrou a grandeza de um homem que sempre soube ser diferente na sua forma de estar na vida. Um verdadeiro campeão!

A ministra e o bastonário

HÁ UNS meses (poucos), quando vi o bastonário da Ordem dos Advogados elogiar a indigitação de Paula Teixeira da Cruz como ministra da Justiça, não resisti a mostrar a minha estupefacção pela efusiva reacção de António Marinho. Hoje após o amuo público entre bastonário e ministra, com esta última publicamente a "metê-lo na ordem", só posso dizer que o tempo me deu razão...

Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011

O Cassiano Arnaldo

A ESTUPIDIFICAÇÃO grassa neste País a olhos vistos. Parece que, incomodado pelos mais do que naturais assobios, vaias, apupos e um laser com que os adeptos bósnios brindaram a selecção portuguesa à sua chegada aquelas paragens, o rapazolas (a quem ainda ouvi recentemente ouvi a dupla Aldo Lima e Francisco Meneses apelidarem deliciosamente de "Cassiano Arnaldo"...) mais uma vez não aguentou a pressão e lá teve de fazer vir ao de cima a grunhice, imbecilidade e má-educação que o caracteriza, espetando o dedinho do meio em direcção a quem naturalmente o provocava - ainda para mais sabendo e conhecendo a sua susceptibilidade. Mas se é verdade que já nada espanta no energúmeno em causa (que recentemente até se comparou - ele mesmo - a um Ferrari ou a um Porsche, ou lá o que foi!), o que sim continua a surpreender é a celeridade e destaque que os nossos jornalistas dão a uma atitude que tem tanto (ou mais) de condenável que a natural indignação de meia-dúzia de "índios" adeptos de uma selecção qualquer e que resolvem assobiar e insultar o "artista" da equipa adversária. Tão mal esteve o garoteco como quem deu a importância a mais uma das suas atitudes imbecis. Ai, que saudades dos Figos e Cia., porventura ainda mais causticados pelos adeptos das equipas adversárias e que, serena e educadamente, sempre se comportaram como "senhores" dentro e fora do campo!