Sábado, 11 de Julho de 2009

A piolheira

EÇA DE Queiroz terá um dia escrito que Portugal não passava de “um sítio e ainda por cima malfrequentado". D. Carlos terá ido mesmo mais longe e parece que, em privado, referia-se
habitualmente ao país em que reinava como “a piolheira”. Em pleno século XXI, lendo e ouvindo asnotícias, ainda não percebi se vivo numa tragédia ou numa anedota, que é como quem diz não sei sedeva chorar ou rir com as alarvidades com que somos quotidianamente brindados, a maior parte dasvezes por quem, pela projecção mediática que possui, teria o óbvio dever de te alguma vergonha nacara ou, no mínimo, pensar duas vezes antes de abrir a boca... Veja-se por exemplo o caso da dra. Ana Gomes, candidata à presidência da Câmara Municipal deSintra e que quando confrontada com as novas “regras de jogo” impostas pelo seu líder partidário no fim-de-semana passado e pelas quais, a partir de agora, será incompatível ser simultaneamente candidato a deputado e a uma autarquia, a recém-eleita euro-deputada veio, presurosa e ofegante - “abichado” que está o assento em Bruxelas para os próximos cinco anos... - abanar afirmativamente a cabeça num gesto de inconcebível e degradante vassalagem que, no mínimo, terá causado algumarepulsa junto de quem agora quer servir bajuladoramente e a quem, ainda há três ou quatro meses, desconsiderava de forma ostensiva.
Ou atentemos no sr. José Saramago, sempre lesto a dar opiniões sobre tudo e mais alguma coisasem que ninguém lhe peça e que vá lá saber-se se por receio de ver alguém ultrapassá-lo em número
de exemplares vendidos, apressou-se a vir a terreiro comentar uma entrevista de um seu colega que, jeito de desabafo, terá comentado a sua vontade em radicar-se no Brasil. “Por mim até podia ir para Marte!”, lançou desde as paisagens lunares de Tenerife o cada vez mais insuportável Saramago, sempre mostrando ter-se a si próprio em muito boa conta e que ainda não percebeu (coitado...) que o que vai escrevendo ou ditando à D. Pilar já pouco ou nada nos interessa.
Mas as alarvidades não se resumem à política ou às tradicionais invejas que sempre grassaram nonosso meio literário. Leiam-se as declarações de um tal Élio Vicente, biólogo que um jornal diário confrontou há dias acerca do avistamento de um tubarão a menos de 300 metros da praia de Santa Cruz e que não arranjou melhor conselho que dar aos banhistas do que este: “Desfrutem, tirem fotografias e aproveitem porque estão perante um acontecimento raro”. Nada que surpreenda a quem tenha escutado o comandante da capitania de Peniche que, ao mesmo tempo que considerava “um excesso de zelo” o hastear da bandeira encarnada na sequência do surgimento do tubarão que media dois metros e meio, “tranquilizava” os frequentadores das praias daquela região com uma frase que dificilmente esquecerei: “Se for um tubarão sem dentes não haverá perigo”.
Sabem que mais? Recordando o Rei D. Carlos, vão mas é catar-se!

P.S. - A propósito da dra. Ana Gomes, valha-nos porém a verticalidade e a decência de algunsactores da nosso quotiano. Por exemplo de António Fonseca Ferreira, há onze anos à frente daComissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e que sem que legalmente a isso fosse obrigado, renunciou ao cargo para candidatar-se à presidência da Câmara Municipal de Palmela. Feitios, dirão uns... Não! Carácter, digo eu.

in "+Cascais", 10.07.09

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Diferenças...

HÁ UNS anos atrás, Portugal teve a sorte de posssuir uma geração de futebolistas que conseguiam aliar o seu talento e arte a uma maneira discreta e civilizada de estar na vida. Uma geração que teve em Luís Figo o seu expoente máximo, mas em que desportistas como Rui Costa, Fernando Couto, Paulo Bento, Dimas, Paulo Sousa e Vítor Baía, entre outros, pautaram o seu quotidiano por uma conduta praticamente irrepreensível e que lhes valeu o respeito e a admiração de adeptos, treinadores e dirigentes, sentimentos esses que hoje, embora já afastados da prática desportiva, continuam a suscitar. Decididamente foram a “geração de ouro” do nosso futebol, tanto pela sua capacidade enquanto atletas como igualmente pela sua postura enquanto homens e cidadãos.
Muitos deles não tiveram uma infância fácil, sabe-se lá quantas dificuldades passaram e quantossacrifícios fizeram para alcançarem um lugar na vida em que o bom-senso, a inteligência e acapacidade de sofrimento foram fundamentais. Alguns, desde muito novos, ficaram longe da família, em lares de jogadores que nem de perto nem de longe possuiam as condições que, hoje em dia, as “academias” têm; outros passaram as “passas do algarve”, emprestados a equipas de segunda ou terceira linha até conseguirem, pela primeira vez, envergar a camisola do clube em que se formaram; e alguns viram-se obrigados, desde muito novos, distantes dos que lhe eram mais próximos, a lidarem com a fama e com tudo o que de perniciosa esta pode arrastar.
Vem isto naturalmente a propósito daquele que hoje é considerado como “o melhor futebolista do mundo” e que, por mais mirabolantes fintas que possa protagonizar, por “ene” golos que possa marcar ou por outras e inúmeras demonstrações de talento que possa espalhar pelos relvados dessa Europa fora, não consegue chegar nem de perto nem de longe aos calcanhares daqueles o precederam na fama e no estrelato do nosso futebol. Por muito que ele se passeie ao volante de “topos de gama” (será que sabe guiar?); se sente à mesa dos melhores e mais caros restaurantes pelo mundo fora (ainda levará a faca à boca?); se “farde” com as marcas da moda que lhe impigem nas lojas mais caras das capitais europeias (será que já largou a peúga branca?); se hospede nos mais luxuosos hóteis que existam ao cimo da terra (alguém lhe poderá ensinar que não se anda de boné dentro de casa?); ou se pavoneie com apelativas e dispendiosas loiraças (atenção que a flute de champanhe às vezes é de sumol...), que quem possui da vida a experiência que os anos transmitem percebe que, não tendo ele de facto passado ao lado de uma grande carreira como futebolista, decididamente já passou ao lado de uma vida que infelizmente não será um exemplo (bem antes pelo contrário...) para ninguém.
Sejamos claros: a imagem que o jovem madeirense e aquela inenarrável “trupe” que o segue a todas as partes transmite é grosseira, perniciosa e incómoda. E o “rasto” que provoca, a impressão que fica é tudo menos recomendável para os muitos milhares de jovens que o têem como um ídolo. E quem, com parangonas a divulga a sete-ventos na ânsia de vender mais uns milhares de exemplares ou conquistar mais uns quantos pontos de “share” televisivo é cúmplice nesta autêntica e descabida vergonha e ópera-bufa que se transformou o dia-a-dia desta “estrela” pífia e sem rumo.
A diferença entre, por exemplo, um Luís Figo e esta figurinha é a diferença entre um senhor e umgaroto. E a verdade é que, goste-se ou não das artes futebolísticas do jovem Aveiro, ele não passa deum garoto. Irresponsável, deslumbrado e na periclitante fronteira entre o sucesso e o abismo, ou como quem diz entre ser estrela no Santiago Bernabéu ou andar às moedas em Câmara de Lobos - com tudo o que isso implica...

in "+Cascais", 3.07.2009

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Ministro ou "sobrero"?


ALGUÉM PODE esclarecer o Dr. Manuel Pinho que para ser lidado é essencial possuir porte, peso e "cornadura" com dimensão e amplitude? Eu bem sei que a "mista" de hoje no Campo Pequeno promete, quanto mais não seja pela presença de Morante de la Puebla e que há quem faça tudo para arranjar um lugarzinho. Quanto mais não seja de "sobrero"...

Foto: Público

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Só pode ser brincadeira...

LERAM-ME AO telefone uma suposta lista de possíveis ministeriáveis de um hipotético governo PSD publicada por uma revista semanal que por aí se edita. Foi há quatro ou cinco dias e ainda estou boquiaberto - para não dizer assustado. Só descanso quando me disserem que era tudo a brincar...

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Uma questão de números

ISTO AGORA deu-me para os números... é que isto de 77.54.137 estar 5'33'' ligado às 04:01 e ainda por cima numa posição de 38'7167ºN/9'13333ºW é digno de registo. Especialmente a persistência e enlevo com que me honram devorando as singelas palavras que naturalmente dedico a quem aguarda a chegada do comboio. Mas atenção: às vezes o comboio não apita, aparece de sopetão... Estamos entendidos?

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Para bom entendedor...

77.54.137...

Bem-hajam!

INDEPENDENTEMENTE DA consideração que a(s) progenitora(s) até me possam merecer, um bando - ou será apenas um(a)? - de mentecaptos a quem dificilmente poderei classificar de outro modo que não o de recordar-lhes (metaforicamente, é claro...) a sua ascendência, tem-me dedicado - a coberto do cobarde e manhoso anonimato - uma série de insultos que (valha-nos isso!) tem contribuido para que este blogue alcance um número médio de visitas diárias verdadeiramente notável. Antes de mais o meu bem-haja por esse inestimável contributo!
Desconhecendo e pouco importando-me as razões que provocam tal sanha e obsessão por parte de quem tanta atenção faz o favor de me dispensar, gostaria de realçar a importância que um "IP", aliado a um esclarecedor e detalhado "sitemeter", possui quando resolvemos dar-nos ao trabalho de, por mera curiosidade, averiguar de quem partem as anãs e vesgas aleivosias. E aí é que "a porca torce o rabo", n'é? Depois que ninguém se queixe que um comboio lhe passou por cima...

Domingo, 7 de Junho de 2009

A estratégia de Lula

TENHO UM amigo brasileiro que conhece o presidente Lula como poucos. Há dias, a propósito das especulações que rodeiam as próximas eleições presidenciais brasileiras, com muito boa gente a apostar que Lula irá promover uma revisão constitucional que lhe permita recandidatar-se a um terceiro mandato, perguntei-lhe a sua opinião. "Nem pense nisso. O Lula vai fazer revisão sim, alargando o mandato presidencial de quatro para cinco anos, mas impedindo qualquer reeleição". E isso para quê? Aí o meu amigo desenvolveu a sua tese que, de facto, tem tudo para dar certo: " Eu não tenho dúvidas que, apesar da doença, a Dilma será candidata e vai ganhar. Uma revisão desse tipo não vai ter a oposição do Serra, do Aécio ou do Ciro, que vão pensar que mais vale esperar cinco do que oito anos. Só que o objectivo do Lula é o de voltar em 2014, em pleno Mundial de Futebol...". Será?



Sábado, 6 de Junho de 2009

Sem comentários...


Comentário assinado pelo jornalista Jordin Joan e publicado no diário "La VAnguardia" de Barcelona: «Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata; sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»


Sábado, 30 de Maio de 2009

Para Washington... rapidamente e em força!

ESTOU DE boca-aberta... Oiço e leio que um embaixador português foi mandado regressar a Lisboa por alegadamente estar envolvido numa rede de prostituição (feminina, entenda-se...). Feminina?! Não é possível! Lembrei-me (ou melhor, alguém lembrou-me) a velha história quando Cavaco, então primeiro-ministro, foi propôr a Mário Soares a imediata substituição do embaixador nas Nações Unidas devido ao facto de duas secretárias se terem agredido publicamente por reclamarem - cada uma - o estatuto de "amante oficial" do diplomata em causa. E sorri deliciado quando me recordaram o cometário do então Presidente da República à sugestão de Cavaco: "Ó sr. primeiro-ministro! Com esse curriculum não se pode promovê-lo?!"... Ou seja, no mínimo o embaixador agora punido, devia ser nomeado para Washington...

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

À atenção do dr.Miguel Veiga...

ANDA EM maré de azar o escritor José Saramago. Já não bastava um autor mexicano vir, desde há alguns anos, a acusá-lo de plágio, agora foi a vez de Mike Davis, cronista do jornal britânico "The Guardian" ver o seu artigo sobre a gripe suína do passado dia 27 de Abril, transcrito no blogue do "Nobel" português (e publicado no Diário de Notícias) sem que o escritor português identificasse o seu verdadeiro autor. Confrontado com esse "lapso", Saramago apressou-se a mandar sua mulher justificar a coincidência entre os dois textos por um problema de "desconfiguração do blogue, tendo desaparecido as aspas" do artigo onde Saramago se inspirou para escrever sobre o vírus H1N1.
O compreensivo Mike Davis - com quem Saramago não entrou em contacto para explicar o facto de mais de três quartos do seu artigo ser igual ao que o professor norte-americano escreveu -aceita, ainda assim, a justificação: "Ele é uma pessoa idosa. De certeza que tem alguém que lhe coloc a os textos na Internet. Não vou levar este caso em frente", diz o professor da Universidade da California. Davis recusa, contudo, comentar o facto de o seu nome não ser referido em momento algum do mesmo artigo: "Sinceramente, não quero saber disso. Nem sequer falo português. Estou bem mais preocupado com a situação no Afeganistão", comentou ironicamente.
Azar, azar teve o dr. Miguel Veiga que nunca viu nenhum queixoso ser tão lesto e pródigo no perdão...

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Safa!


LONGE DE mim dar (ou pretender dar) lições a quem quer que seja, no caso ao(s) autore(s) deste segundo outdoor de Manuela Ferreira Leite. Mas continuo na minha: no Largo do Rato duvido que existisse quem fizesse melhor... E para que não digam que digo mal "só por dizer", chamo a atenção para a pose, para a caracterização (vulgo maquilhagem), para a iluminação, para a confusão e profusão de "slogans" quase indecifráveis, informações confusas e sobrepostas. Como diria o prof. Cavaco: "Safa!".

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Idiota e... inútil

HÁ UNS tempos na política portuguesa havia quem lhes chamasse os "independentes de serviço", uma espécie que por aí pululava e que normalmente os comunistas gostavam de apresentar, nas suas listas e iniciativas, como uma espécie de "macaquinhos", aparente descomprometidos politicamente, mas sempre presurosos e obedientes às ordens e directrizes que eram emanadas do "Bureau Político"... Eu sempre preferi chamar-lhes os "idiotas úteis", talvez por achar que essa "alcunha" assentava como uma luva à esmagadora maioria deles, quase sempre movidos por uma ambição e oportunismo inqualificável e mortinhos por "abicharem" qualquer lugarzinho que fosse...
Vem isto a propósito das notícias de hoje que dão como possível uma candidatura de um dos maiores equívocos e "bluffs" da política portuguesa à Câmara Municipal de Lisboa Chama-se António Pedro Carmona Rodrigues, foi "inventado" (em má hora, certamente...) por Pedro Santana Lopes (que, reconheça-se, por vezes tem destes lapsos...) e os lisboetas tiveram o azar de o ter como presidente de Câmara durante algum tempo - o suficiente para aperceber-se da sua incompetência, irresponsabilidade e oportunismo. Não vou aqui falar do seu carácter, até porque que, como diz o provérbio, "cão que morde o dono"... Prefiro,isso sim, lembrar com alguma náusea a forma como esse senhor, guindado a figura pública por um acaso (infeliz) do destino, se deslumbrou com o poder e com o que este lhe ofereceu, a ponto de ter de abandonar os Paços do Concelho com o rabinho entre as pernas e arrastando atrás de si até um líder partidário que, por sua causa, viu-se obrigado a demitir.
António Pedro Carmona Rodrigues vem agora, em bicos de pés e de mão naturalmente estendida (a lembrar o estilo e a prática do auto-proclamado impoluto José Sá Fernandes...) colocar-se ao serviço do dr. Costa e do Partido Socialista, mostrando mais uma vez a "massa de que é feito". Sejamos claros: António Pedro Carmona Rodrigues não é "independente de serviço" ou sequer "idiota útil"...
É simplesmente idiota e inútil!

Terça-feira, 28 de Abril de 2009

Isto não se faz...


DESCONHEÇO E até prefiro não saber quem foi a "luminária" que idealizou e concebeu este outdoor. Mas sem querer teimar, não acredito que no Largo do Rato existisse quem pudesse fazer melhor. É o fundo, a "moldura", a fotografia, a frase e até a "marca", mais a lembrar "Petroleos de Venezuela" que "PSD". Coitada da senhora...

Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Acabou-se! Vai uma aposta?

PODE SER que me engane, mas "cheira-me" que, após a manchete do "Expresso" de ontem e em que ficámos a saber que, afinal, o sr. Smith afirma a pés-juntos que mentiu sobre o alegado envolvimento de José Sócrates no célere e estranho licenciamento do emprrendimento Freeport e que "não entregou dinheiro ao PM", o propalado "caso Freeport" chegou ao fim. Vai uma aposta?
O que não deixa de ser curioso é o afã dos responsáveis do semanário do dr. Balsemão em darem (óbvio) destaque a esta verdadeira "reviravolta" no processo quando, ainda há três ou quatro semanas, nem uma singela "chamada" de primeira página fizeram a uma notícia de sinal contrário sobre o "caso Freeport"...

Sábado, 18 de Abril de 2009

Chiça, que é demais!

POIS É, é tudo normal... Novo DVD? O sr. Smith volta a afirmar que pagou subornos a primos, filhos de tios e mais não sei quê? Que o secretário do que era ministro depois passou a inspector do ministério de não sei quê e que por isso, mesmo depois do ministro deixar de ser ministro, era preciso cumprir o prometido? Que milhões para cá e milhões para lá? E que, vejam lá, agora tenho de pagar imposto sobre o que paguei ao outro? Pois é, é tudo normal, assobia-se para o lado, fala-se do golo do Ronaldo da chuva que não pára, do frio que voltou e sei lá mais do quê... Chiça, que é demais! 

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/freeport-charles-smith-corrupcao-socrates-tvi24/1057770-4071.html

Terça-feira, 14 de Abril de 2009

O "caso Freeport" no Daily Mail

http://www.dailymail.co.uk/news/article-1133106/Edward-Sophie-Portugals-PM--4m-corruption-row-giant-mall-built-British-firm.html

Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Perguntar não ofende... ou será que sim?

DE FACTO, o chamado "caso Freeport" suscita variadíssimas perguntas e que, estranhamente, poucos fazem e ninguém responde. Aqui ficam algumas das muitas que recebi hoje num e-mail de alguém que está tão surpreendido quanto eu com este "assobiar para o lado" de muito boa gente que por aí pulula:
1. Porque é que o cidadão José Sócrates ainda não foi constituído arguido no processo Freeport?
2. Porque é que Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos e José Sócrates não foi?
3. Como é que, estando o epicentro de todo o caso situado num despacho de aprovação exarado no Ministério do Ambiente, ainda ninguém desse Ministério foi constituído arguido?
4. Como é possível não ser necessário investigar José Sócrates se as dúvidas se centram em áreas da sua responsabilidade directa?
5. Como é possível não o investigar face a todos os indícios já conhecidos?
6. Se, como dizem, o estatuto de arguido protege quem o recebe, porque é José Sócrates não é objecto dessa protecção institucional?
7. Será que face ao conjunto de elementos insofismáveis e já públicos qualquer outro cidadão não teria já sido constituído arguido?
8. Porque é que José Sócrates, como a lei o prevê, não se constitui assistente no processo Freeport para, com o seu conhecimento único dos factos, ajudar o Ministério Público a levar a investigação a bom termo?

Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Separados à nascença?




Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Socorro!

HÁ QUEM ultimamente me tenha perguntado porque razão a minha produção "bloguística" tem sido tão diminuta. Estou a tentar recompôr-me a pouco e pouco dos últimos dias em matéria noticiosa. Primeiro foi o DVD, depois as denúncias de pressões, agora a acareação entre o dr. Lopes da Mota e dois procuradores, que eu - sinceramente - já não sei a quantas ando...

Sexta-feira, 27 de Março de 2009

'Tá tudo doido!

UM AMIGO brasileiro, que esteve de passagem entre nós há apenas alguns dias, poucas horas depois de ter aterrado em Lisboa e após ter-se inteirado das “últimas” cá do burgo, não resistiu, um pouco a propósito de tudo e de nada, a comentar este estranho ambiente que nos rodeia (e em que vivemos…) com um divertido e certeiro “mas… ‘tá tudo doido!”. E ao longo dos três ou quatro dias que por cá passou não lhe faltaram oportunidades para repetir quase à exaustão esse desabafo que mais não era que um misto de expressão de incredulidade e gozo: “’Tá tudo doido!”. Por cada estória que lhe contávamos e que para nós até já assumia foros de normalidade, era certo e sabido que lá vinha ele: “mas… ‘tá tudo doido!” .- e isto sempre proferido com graça e numa pronúncia tentando imitar o português cá deste lado do Atlântico.
Vem tudo isto a propósito do meu jantar de domingo passado, num conhecido e hoje “muita na moda” restaurante de Lisboa. Deviam passar poucos minutos das dez da noite quando um grupo de três ou quatro sujeitos excentricamente vestidos, carregados de pulseiras, brincos e medalhões, entraram em fila indiana restaurante adentro, bonés enfiados na cabeça, ténis calçados e, salvo erro, um deles de óculos espelhados(!) sendo rapidamente conduzidos a uma mesa bem no centro da sala. Nem um quarto de hora deveria ter passado sobre a chegada dessa “trupe”, quando o dono do restaurante irrompeu pela sala, com ar afogueado e cumprimentando celeremente todos quantos o conheciam: “Olá, tive que interromper a minha folga… ‘tá a ver… tem que ser, n’é?”, justificava ele, enquanto se dirigia apressadamente para a mesa ocupada pelo estranho grupo que chegara tardiamente.
Mais interessado na conversa que estava mantendo com a minha companhia que propriamente nos convivas da mesa de trás, só quando – lá para a uma da manhã – me levantei para abandonar o restaurante é que me lembrei de tentar descortinar quem seriam os importantes “figurões” que tinham obrigado o dono do restaurante a interromper a sua (certamente) mais do que merecida folga e ir fazer as honras da (sua) casa. Primeiro de soslaio, depois um bocadinho mais descaradamente, lá me virei, tentando descobrir a identidade de tão importante personagem. Arriscará o leitor: um actor de Hollywood? Um conhecidíssimo cantor dos tops mundiais? Um extravagante príncipe árabe? Não, nada disso… A “personalidade” que obrigara o bom do dono do restaurante a interromper o seu descanso não era mais nem menos que um afamado futebolista que de tanto driblar ultimamente se tem fintado a si próprio e que, embora esta época, já tenha passado por dois “grandes” do futebol europeu, por junto não deve ter estado em campo mais de 30 ou 40 minutos…
De facto, o meu amigo Cavalcanti é que tem razão: “…‘tá (mesmo) tudo doido!”. Safa!
in "+Cascais", 27.03.09

Terça-feira, 17 de Março de 2009

Sempre ao dispôr!

NÃO RESISTO a chamar a atenção para o on-line do "Expresso" (http://www.expresso.pt/) , nomeadamente para o destaque, bem como dia e a hora de publicação do texto do jornalista Micael Pereira que referi no post anterior. Como também não resisto a, de forma singela, deixar aqui um sincero e franco "sempre ao dispôr"...

Domingo, 15 de Março de 2009

Um recado a Micael Pereira ou... "vão mas é dar banho ao cão!"

NÃO CONHEÇO (nem do eléctrico, como se diz) o jornalista Micael Pereira. Nunca o vi, se me cruzar com ele na rua não se quem é (já pareço o outro a falar do Manuel Pedro...), não faço a mínima ideia se é novo, velho, baixo, alto, louro ou moreno. Sei - isso sim - que já li alguns textos e reportagens da sua autoria e a impressão que me ficou é de ser alguém objectivo, sério, rígoroso e muito cuidadoso. Perguntei a duas ou três pessoas que o conhecem (pessoal e profissionalmente) e todos, sem excepção, confirmaram essa minha impressão. E hoje, passe o atrevimento e apesar de não o conhecer, não resisto a deixar-lhe aqui um recado: "Micael, andam a gozar consigo!". Quem, porquê? Eu respondo e sem qualquer hesitação: os responsáveis editoriais do "Expresso"! E querem saber porquê? Leiam o texto assinado esta semana pelo jornalista Micael Pereira sobre o "caso Freeport" no semanário dirigido pelo sr. Henrique Monteiro e que, entre outras coisas de idêntica importância, revela que desde o início as autoridades possuem uma escuta telefónica que refere um alegado pagamento de 500 mil euros a José Sócrates. Leiam, releiam e se tiverem dúvidas quanto à importância do mesmo e à proveniência dessa informação (está referida num dos oito volumes do processo de fuga de informação que o Tribunal Constititucional autorizou o jornalista a consultar, pelo que não me venham dizer que é boato, rumor, parte integrante de uma "campanha negra" ou lá de que côr for...), voltem a ler. E agora pergunto eu? Alguém sério, descomprometido relativamente a poderes e interesses consegue apresentar-me uma razão plausível para que esse texto esteja escondido, repito, escondido na página 22 (!) do semanário "Expresso" e nem uma simples e breve chamada de capa possua?! Ou será que a presença em Roma do poeta Manuel Alegre para apresentar a tradução italiana de um dos seus livros é mais importante? Ou que o dr. Portas vai a Londres "bater um papo" com David Cameron ou ir a Bruxelas rever Durão Barroso é mais importante que a revelação que existe uma escuta telefónica num processo que envolve o actual primeiro-ministro num alegado pagamento de "luvas"? E isto já para não falar da própria "manchete", acerca de um barco qualquer que o governo dos Açores comprou e no qual foram detectadas uma centena de anomalias... Não é que, como diz alguém, "ande tudo doido". Não! O que andam é a fazer de nós parvos... E passe a expressão, "vão mas é dar banho ao cão"!

António&Ricardo, Lda.


TENHO UM amigo, sempre muito atento aos detalhes e pormenores do muito que se vai passando, dizendo e vendo nos media e na política portuguesa que, de há uns tempo a esta parte, sempre que se refere à SIC chama-lhe a "Sociedade dos Irmãos Costa"... Tem graça e não ofende, n'é? Ou será que alguém se ofende? Também só faltava mais essa...

Sábado, 14 de Março de 2009

Mais uma trapalhada...

O PRIMEIRO-ministro arrica-se a entrar no "Guiness", tantas são as trapalhadas em que vê envolvido. Agora, através da TVI, ficámos a saber que José Sócrates não revelou os rendimentos nas declarações entregues entre 1999 e 2002 no Tribunal Constitucional, o que por lei e dado ser detentor de cargo político era obrigado a fazê-lo. Na altura dos factos, Sócrates era ministro e depois deputado. Estranhamente (ou talvez não...) nas declarações de 22/11/99, de 12/01/2001, 6/4/2002 e 12/4/2002, o campo dos rendimentos foi entregue em branco. Igualmente extraordinária é justificação dada por uma fonte do Tribunal Constitucional à TVI que justificou o facto daquela instituição nada ter feito por ninguém ter denunciado essas ilegalidades...

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Um grande abraço, João!

MORREU O meu amigo João Mesquita. Recordo-o como amigo, como antigo colega e como um dos mais entusiastas e militantes adeptos da nossa Académica. Podia escrever mil e uma coisas sobre o João, mas para quem o conheceu seria certamente redundante. Prefiro deixar aqui publicamente um beijinho à Clara e, ao João, aquele último grande abraço que não tive oportunidade de dar-lhe. Eferreá, João!

Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Alguém pode responder?

ENTÃO JÁ ninguém fala do tal "quinto canal" de televisão?

O nervosismo de António Costa

CONHEÇO HÁ pelo menos quarenta anos o actual presiente da Câmara de Lisboa António Costa. Não sei se chegámos a brincar ao índios e "cowboys" , a jogar à bola, ao berlinde ou à "apanhada", mas lembro-me das muitas vezes que coincidimos, com os nossos pais, nas festas em casas de amigos comuns e das muitas horas que passámos juntos enquanto miúdos. Não sendo propriamente seu íntimo, conheço-o suficientemente bem para perceber que ultimamente ele está francamente nervoso. E não é pouco... Estive há momentos a ler parte da entrevista que concedeu este fim-de-semana à Rádio Comercial e ao "Correio da Manhã" e nem quis acreditar no tom usado, na irritação desmedida, na forma como trata e responde aos jornalistas, sempre com "sete pedras na mão", usando e abusando de uma linguagem própria de alguém que se sente acossado, cercado, desconfiando de tudo e de todos. Já nem falo da parte referente às eleições para a Câmara de Lisboa (aí eu sou suspeito...), bastou-me ler a argumentação usada relativamente ao "caso Freeport" para perceber que o meu amigo António Costa está num estado que os portugueses definem com alguma graça como "à rasca". Acontece...

A desaustinada ambição de voltar a ser ministro...


PODEMOS GOSTAR ou não de Manuel Alegre. Admito mesmo que exista quem não goste dele como político, que discorde das suas posições; que o deteste enquanto poeta, achando-o de "rima fácil"; quem abomine as suas barbas ou a sua voz; ou, por exemplo, quem se irrite com a sua paixão pela caça. Agora ouvir alguém, como José Lello, que fez a sua carreira política a contar anedotas e a ter-se a si próprio em grande conta, brindando-nos amiúde com banalidades bacôcas e servis, a questionar o "carácter" de Alegre é algo que nem a desaustinada ambição de voltar a ser ministro pode justificar...

Tudo, menos honesto...

NÃO ACREDITO que José Sócrates não se tenha deliciado com os resultados do último "barómetro" do semanário "Expresso", especialmente no que diz respeito ao que os portugueses alegamente parecem pensar das suas capacidades quando comparadas com as de Manuela Ferreira Leite. É que, em seis das sete questões, o líder socialista "arrasa" a presidente do PSD: na competência para governar (57,7-14,8%); no conhecimento dos problemas do país (64,3-16%); no conhecimento dos problemas europeus e mundiais (63,7-12,8%); na liderança (68,8-12,6%); na determinação (72,6-13,7%); e na arrogância (59,9%-22,4%). Resta a Manuela Ferreira Leite um consolo - e não é pequeno...: é que quanto à honestidade, os portugueses consideram-na mais honesta que Sócrates (36,8-32,7%). Palavraa para quê? É o país que temos e só não percebe quem não está atento a fenómenos como os de Felgueiras, Gondomar e outros do género...

Terça-feira, 3 de Março de 2009

O último guerrilheiro


MORREU ONTEM aquele que era o "último guerrilheiro" no poder de uma ex-colónia portuguesa. Manhoso, arguto, desconfiado, "mula", João Bernardo "Nino" Vieira foi assassinado na sequência de uma interminável luta pelo poder num país hoje à beira de se desintegrar e, em consequência dos graves conflitos étnicos, ser "anexado" pelos seus principais vizinhos - o Senegal e a Guiné-Conakry.
Conheci Nino Vieira durante o seu exílio em Portugal, mais concretamente na véspera das eleições legislativas de 2004, quando tentei que a facção que ele "controlava" no PAIGC e que era liderada por Aristides Gomes se "sentasse á mesa" com a coligação "Plataforma Unida", liderada por Hélder Vaz. Eram porventura os sectores políticos mais "pró-portugueses" e o nosso País só tinha a lucrar se ambos se entendessem antes das eleições e Nino era essencial para esse propósito. E diga-se de passagem, isso só não aconteceu porque um conselheiro da embaixada de Portugal em Bissau que se tinha oferecido como "discreto anfitrião" dessa reunião, porventura por perceber a certa altura que desse encontro poderia resultar algum prejuízo nas suas "negociatas" de caju que mantinha com destacados diriigentes da outra linha do PAIGC, resolveu contar a meio-mundo que ia reunir, à mesa, Aristides Gomes e Hélder Vaz. Resultado? Furioso pela indiscrição do funcionário português, Aristides não compareceu e, a partir daí, furtou-se a qualquer contacto...
Bom, mas voltando a Nino Vieira e embora não valha a pena, como se diz, "chorar sobre leite derramado", este desenlace era mais do que previsível, desde que Nino regressou a Bissau e viu-se "obrigado" a aceitar como chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas ao general de origem balanta Tagmé Na Waie e que, na presença do próprio Nino, tinha sido torturado em meados da década de 90 e a quem, segundo se contava em Bissau, o próprio presidente teria esmagado os testículos numa gaveta... Apesar dos abraços públicos, dos sorrisos para os fotógrafos, os dois homens odiavam-se e estava escrito que, mais tarde ou mais cedo, iriam-se confrontar.´
Na Waie foi o primeiro a ser assasinado, vítima de um atentado á bomba no seu próprio gabinete, poucas horas antes do assalto à residência de Nino Vieira. Conhecendo este, alguém acredita que o atentado contra o chefe militar pudesse ter sido ordenado pelo próprio Nino e este se mantivesse serenamente na sua casa, como que à espera da retaliação das forças balantas? Impossível! Nino foi assassinado por quem quis afastar de vez estes dois inimigos da cena política guineense e deixar aberto caminho para o controlo político-militar. Não irá ser preciso aguardar pelos resultados de mais uma "comissão de inquérito", basta estar atento à evolução e ao inevitável "jogo de cadeiras" que terá lugar em Bissau, para percebermos quem de facto matou Nino Vieira...

Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Basílio a caminho das Necessidades?

COM A mais que provável saída (por vontade própria) de Luís Amado da chefia da diplomacia portuguesa, começa a ser visível alguma agitação nalguns círculos socialistas (e não só...) relativamente ao novo inquilino do palácio das Necessidades. E apesar do inefável José Lello continuar a tentar montanhas no sentido de cumprir o seu sonho, parece que ainda não é desta que José Sócrates, por muitas "facturas" que lhe ponham à frente, permitirá que o antigo secretário de EStado das Comunidades de António Guterres se sente na cadeira do gabinete do primeiro andar do Largo do Rilvas. A caminho parece estar Basílio Horta, que não esconde o seu "apetite" pelas Necessidades e cuja nomeação permitiria a Sócrates ter um pretexto para "matar" as ambições de Lello, Cravinho e até de Seixas da Costa.

Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Uma admiradora chamada... Ana Gomes

AO QUE me dizem prestes a ser anunciada como candidata do PS à presidência da Câmara Municipal de Sintra, a ainda eurodeputada Ana Gomes surpreendeu-me hoje numa entrevista ao "Diário de Notícias" onde, para meu espanto, profere uma autêntica "declaração de amor" a José Sócrates de quem , ainda bem há pouco tempo, dizia (ou insinuava) cobras e lagartos: "Hoje sinto maior admiração por José Sócrates", proclama a a antiga embaixadora num gesto reverencial e pouco habitual em quem sempre quis dar, de si própria, uma imagem de constante e interessante rebeldia. Eu bem sei que "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" e que a indigitação como candidata à autarquia sintrense teve de ter a "benção" do líder, mas lá que é verdade que me surpreendeu esta súbita devoção por Sócrates por parte de Ana Gomes, isso é verdade...

Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Já deve ser vício...

O INEFÁVEL Miguel Veiga, esse vulto dos botequins da Foz voltou a fazer das suas... Referência indelével da ética, constante paladino do lugar comum e sempre pronto a vir a público do alto de uma cátedra que ninguém lhe reconhece (tirando o amigo Chico e os parceiros de balcão ou de bridge...) botar faladura a propósitio de tudo e de nada, o dr. Veiga voltou a meter "a pata na poça". Ou melhor, voltou a ser acusado de plágio! Primeiro foi José António Saraiva que, em 2005 e enquanto director do "Expresso", viu-se obrigado a afastá-lo das páginas daquele semanário, tais as acusações que foi alvo por parte do presidente da Sociedade Portuguesa de Autores e relacionadas com uma irresistível tendência para o chamado "copianço" que esta plumitiva criatura possui. Agora foi a vez do DIAP (Departamento de Investigação de Acção Penal) receber uma queixa-crime de João Sousa Dias, professor de Filosofia na Escola Artística Soares dos Reis, que acusa o dr. Veiga de, mais uma vez, ter-se ido "socorrer" do que outros pensaram e escreveram para abrilhantar o seu último livro, cujo título é, por si só, elucidativo: "O meu único infinito é a curiosidade". E que curiosidade dr. Veiga, que curiosidade...

Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

El tiempo pasa... by Pablo Milanés

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Isto ao menos antes era divertido...

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A indústria dos sequestros

ALGUÉM MEU amigo, militar de alta patente e desde sempre ligado e conhecedor do sector das informações, alertava-me há meses para o que as nossas autoridades temiam como a próxima "moda" da criminalidade em Portugal - a chamada "indústria dos sequestros". E justificava esse receio pela entrada no nosso País de verdadeiros "experts" nesse tipo de crimes, nomeadamente de brasileiros ligados a importantes e bem-organizados gangues. Vejo agora, pelas notícias que vão a pouco e pouco surgindo na nossa imprensa, que há quem comece a preocupar-se com esse perigo. Valha-nos isso!

Extraordinário...

"Portugal é um país extraordinário. Uma das coisas mais impressionantes é a sua capacidade de sobreviver e até ter sucessos excelentes apesar dos disparates das elites"

João César das Neves, "DN"

País Basco: a derrota dos nacionalistas?

UMA BOA notícia para quem não gostaria de ver a Espanha desmembrada em três ou quatro estados. A generalidade das sondagens referentes às eleições para o parlamento basco dão como quase certa a vitória dos socialistas, que é como quem diz a derrota dos nacionalistas. E tudo indica que o novo "lehendakari" poderá ser, pela primeira vez, alguém que não tem pejo, como já o fez, de afirmar-se disposto "a recompor a unidade de todos os partidos democráticos para lançar ao terrorismo e aio seu mundo uma mensagem clara: que devem perder toda a esperança porque nada vão conseguir contra a democracia". As palavras são de Patxi López, o homem que lidera os estudos de opinião e é secretário-geral do Partido Socialista Basco (PSE-EE).

O provérbio e o anónimo...

QUANDO ONTEM, quatro anos após a vitória de José Sócrates, resolvi citar um provérbio, em vez de escrever "atrás de mim virá quem de mim bom fará", escrevi "atrás de mim virá quem de mim bom fizer". Ou seja, troquei o "fará" por "fizer". Alertado por três leitores (todos eles anónimos) para o erro, apressei-me a corrigir o provérbio, interiormente agradecendo o "alerta". Vejo agora, por um posterior comentário, que um dos "anónimos" que amavelmente me corrigiu, ficou muito irritado por não eu não ter o mencionado e chega mesmo a falar, salvo erro, de "falta de hombridade" por eu não assumir o erro! Curioso para quem, em vez de escarrapachar o nome, se refugia no anonimato, n'é? É que neste blogue, salvo excepções que se justifiquem, o anonimato é algo que não colhe... Por essas e por outras é que o título do dito é o nome do autor. Entendido ou é preciso fazer um desenho?