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quarta-feira, 20 de junho de 2012

E recorrer ao TPI, porque não?



LEIO ONTEM na edição online do "Expresso" que o relatório preliminar da ERC sobre a alegada "pressão" que Miguel Relvas teria exercido junto de uma jornalista do "Público" e que será hoje votado pelos cinco membros que compõem esse órgão regulador iliba totalmente o ministro dessas acusações. A confirmar-se a notícia do semanário do dr. Balsemão e sem querer ser adivinho ou vidente, já vislumbro as acusações e suspeições que vem aí: que a ERC é um "braço" do governo; que o seu presidente foi escolhido a dedo por Passos Coelho; que existe uma vogal que até é amiga de Relvas, sei lá mesmo se não vão "investigar" algum café que ele tenha tomado há dois ou três anos atrás com Carlos Magno numa qualquer pastelaria de Campo de Ourique... No fundo vão querer passar  a ideia que já estaria tudo mancomunado para inocentar o ministro, que a sua  ida do ministro à ERC não passou de uma "encenação" e que Relvas é um malandro da pior espécie, useiro e vezeiro em pegar no telefone e ameaçar tudo o que é jornalista que ouse sequer questioná-lo sobre o que quer que seja. 
Já vislumbro mesmo o dr. Louçã a perorar e pregar na Assembleia exigindo mais nãoseiquantas comissões de inquérito; o dr. Zorrinho atrapalhado e gaguejante, atendendo um longo e entediante telefonema do sempre teórico dr. Arons e ao mesmo tempo tentando vislumbrar se o dr. Ricardo Rodrigues ainda tem os famosos gravadores no bolso; ou a deputada Apolónia naquele seu habitual estado de pré-apoplexia a debitar umas quantas frases feitas e  como habitualmente misturando alhos com bugalhos. Isto para não falar da legião de auto-intitulados opinions makers, sempre tão ao sabor da corrente e sempre lestos a engrossarem a coluna dos que, para se mostrarem à la page, preferem esquecer e atropelar factos e "alinhar" no que, aos olhos dos amigos e comparsas  é politicamente correcto.
Para quem ficar mesmo desolado, irritado, furioso até com o facto da ERC poder vir de facto a ilibar Miguel Relvas no famigerado inquérito que tanta tinta já fez correr, o melhor mesmo é arranjar maneira de recorrer para Haia, mais concretamente para o Tribunal Penal Internacional. Isto está a ficar de uma maneira, que já nada me espanta...


PS - Como já cá ando há muitos anos, também não me espantava nada que a notícia dada ontem pelo "Expresso" tivesse sido "plantada" por alguém que, tendo tido acesso às conclusões do relatório técnico, tentasse assim condicionar alguns membros da ERC na votação do mesmo. E entretanto - claro! - introduzir algumas  "subtis" alterações no relatório final que, de algum modo e ao de leve, pudessem "beliscar" Miguel Relvas, na prática não o inocentando totalmente neste "folhetim". É que por muito "teóricos" e "professorais" que algumas figuras possam parecer, às vezes "na prática" são uns verdadeiros "doutores" na arte da manha e da sonsice. A propósito: um dia destes, vou contar um telefonema que um secretário de Estado de governo socialista (e com a tutela da Comunicação Social...) ameaçou fazer para a Suiça a queixar-se aos "patrões" de um jornal que então existia em Portugal. Assim mesmo, tal e qual...

6 comentários:

Manuel Pereira disse...

Dr. Fafe,
Conte lá então esse telefonema. Quem é que o fez? Num governo socialista? Posso tentar adivinhar?
Cumprimentos,
Manuel Pereira

Toneca Sá disse...

Secretário de Estado? e o ex-PM?
O que em Paris vive à custa de todos os negócios que fez?
Esse fazia telefonemas diariamente.
O meu marido foi vítima de tudo quanto há de ameaças. Até a Clarinha do Eixo do Mal, tão amiga de Mário Soares foi vítima de telefonemas segundo ela mesmo contou!!!

Karocha disse...

Conta Zé Paulo ;-))

pedro v disse...

Tal e qual quer dizer tal&qual? E secretário de estado socialista com pelouro da comunicação social é igual a arons de carvalho? É só para saber...

Karocha disse...

http://infamias-karocha.blogspot.pt/

Anónimo disse...

Não me digas que vais contar a historia da pressão que sofremos por publicar a peça sobre o Guterres que só trabalhava três dias por semana.