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quarta-feira, 11 de março de 2015

Sobre o tal sr. Morais, outro que fala, fala e não diz nada...

A PROPÓSITO de mais um "número" protagonizado pelo inefável Paulo Morais, não resisto a transcrever algumas linhas que escrevi sobre esse mesmo sujeito há cerca de ano e meio, mais concretamente a 9 de Setembro de 2013:
"Já aqui escrevi e repito: causa-me alguma irritação ver, surgidos do nada, sabe-se lá investidos em que legitimidade, um sem-número de criaturas que pregam a ética e a moral, quais profetas do bem e que se julgam donos e senhores da verdade e da razão. Refiro-me a uns quantos que ultimamente, certamente à falta de "emprego" ou de ocupação mais rentável, pelam-se para falar de cátedra, do alto de uma importância que só eles reconhecem e tendo-se a si próprios em grande conta, vivendo nestes períodos pré-eleitorais, em permanente tournée estival à imagem e semelhança de um qualquer cantor pimba ou de um ou outro "kinito" da vida. São gente que fala, fala e... nada diz - a não ser um chorrilho de lugares comuns, com um ar e ênfase de tratarem-se das coisas mais importantes e quase sempre encantando plateias sequiosas de escutar de forma mais erudita as típicas conversas de paragem de autocarro.

Vem tudo isto a propósito de um tal Paulo Morais, expoente máximo de um certo trauliteirismo nacional e que raro é o dia em que não surge como líder de um fascizante "justicialismo" lançando suspeições, indirectas e aleivosidades sobre tudo e todos, contribuindo à sua maneira para desacreditar um regime que, pese todos os defeitos, ainda possui mecanismos suficientes para afastar quem lhe é nocivo e quem o põe em causa(...).

domingo, 8 de março de 2015

Cavaco Silva


CHEGA A ser confrangedor escutar as opiniões com que cada vez mais espaçadamente - valha-nos isso! - o Presidente da República nos brinda. Confrangedor porque longe vão os tempos em que Cavaco Silva tinha alguma coisa para dizer e em que os portugueses tinham alguma coisa para escutar; confrangedor porque, das duas uma: ou o chefe de Estado fala da boca para fora ou então dá especialmente ouvidos a algum mentecapto que foi alcandorado a conselheiro; confrangedor porque nos últimos anos Cavaco Silva consegue, cada vez que abre a boca, destruir o capital político que lhe restava; confrangedor porque numa altura em que o País precisava de alguém  com bom-senso e principalmente que exercesse as funções presidenciais com a dignidade e a parcimónia que se exige a a um político responsável, Cavaco Silva prefere ficar na história como o mais medíocre dos chefes de Estado do regime democrático.

sábado, 7 de março de 2015

"Quanto mais eles inventam, mais a gente confia no Delcídio"!


DURANTE O ano de 2014, no Brasil, assumi a coordenação estratégica de marketing da campanha do senador Delcídio Amaral ao cargo de governador do estado de Mato Grosso do Sul. Uma campanha que, à partida poderia parecer fácil, tornou-se logo a partir de Março ou Abril desse ano num verdadeiro "ai jesus", tais os ataques inenarráveis que o candidato começou a sofrer por parte dos seus adversários políticos que, comandados por um anão (na verdadeira acepção do termo...) político, raro era o dia em que não lançava acusações, insinuações e ataques, tentando envolvê-lo no escândalo relacionado com a Petrobras que dava então os seus primeiros passos. 
Logicamente que a excelente imagem que Delcídio gozou desde sempre junto dos seus conterrâneos sofreu um abalo, tal a barrage a que o seu nome era sujeito diariamente, em alguns jornais do estado, nos blogues, nas redes sociais, no dizquedisse - uma verdadeira "tortura", especialmente para quem o sabia sério, impoluto e um homem respeitador dos valores da ética republicana. Resultado? A 26 de Outubro do ano passado, embora por uma margem mínima, perdemos a segunda volta das eleições para um candidato que, em vez de apresentar uma única proposta, preferiu fazer uma "campanha negra" baseada na mentira, na insinuação gratuita e na calúnia.
Finalmente hoje, quase um ano após o início deste "folhetim", o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República brasileiros divulgaram uma lista em que, de uma vez por todas, afasta toda e qualquer participação de Delcídio no intrincado esquema do chamado "petrolão". Para trás ficou um ano de muito sofrimento, de muita amargura, de muita revolta, mas também de grande determinação e de uma grande coragem de Delcídio em enfrentar quem não hesitou em preferir a lama das suspensões, da mentira, das acusações falsas a um debate político, sério e honesto.
Como diz o "comercial" que tivemos a oportunidade de produzir e veicular em Agosto no ano passado para a campanha..."quanto mais eles inventam, mais a gente confia no Delcídio". Grande abraço, amigo!