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domingo, 25 de janeiro de 2015

Deixem Abril fora disto, se faz favor!


NATURALMENTE RESPEITO todos quantos acreditam piamente na inocência de José Sócrates. Percebo que essas mesmas pessoas não se poupem a esforços para ver o antigo primeiro-ministro fora da cela que ocupa na cadeia de Évora e que até se concentrem à sua porta pedindo a sua libertação - estão obviamente no seu pleno direito. Mas quando vejo as imagens  da manifestação que ocorreu na capital alentejana e as cenas caricatas, tristes e patéticas que ali tiveram lugar, não resisto, em nome de todos quantos os que consideramos o 25 de Abril como o dia mais feliz das nossas vidas, a pedir um favor aos amigos do antigo primeiro-ministro: deixem a "Grândola" e Abril fora disto... 

sábado, 24 de janeiro de 2015

O deputado e os "legos"

HÁ DIAS vi na televisão um deputado do PCP puxar de uns "legos" e prestar um inestimável serviço à democracia. Isso mesmo, leram bem: puxar de umas peças de "lego", colocá-las em cima da mesa e prestar um inestimável serviço à democracia! Paulo Sá podia ter tomado a palavra e contestado, com  recurso a números, léxico "economês" e lugares comuns próprios de quem faz política, o alívio de carga fiscal de que a ministra das Finanças se ufanava na comissão parlamentar. Mas não, o deputado comunista deu um exemplo notável de como se deve fazer política hoje em dia, quando todos estão cansados desses mesmos números, desse léxico insuportável e dos lugares comuns próprios de quem se leva excessivamente a sério. Como? Puxando pelos "lego" e mostrando por "a mais bê" que afinal a carga fiscal não vai diminuir tanto assim durante este ano. Simples, eficaz, para que todos percebessem e acompanhassem um raciocínio que podia ser chato e sem "tradução" possível. Foi tudo o contrário, foi uma verdadeira aula de comunicação política, a do deputado comunista!

Uma "trovoada" chamada Miguel Galvão Teles


CONHECIA HÁ muitos anos o Miguel Galvão Teles. Pese a diferença de idade, que era alguma, tratávamos-nos por tu e embora apenas nos víssemos de quando em quando, mantínhamos uma relação que se pode dizer de amizade, forjada nalgumas "cumplicidades" políticas dos anos 80. A última vez que estivemos juntos foi na "Versailles", já a saúde do Miguel não estava "famosa". Ontem, num dos muitos elogios fúnebres que lhe foram dedicados (já não sei feito por quem, peço desculpa...) vi que referiam a sua "trovoada de inteligência e humor". Era isso mesmo, o Miguel era "uma trovoada"!