CONHECIA HÁ muitos anos o Miguel Galvão Teles. Pese a diferença de idade, que era alguma, tratávamos-nos por tu e embora apenas nos víssemos de quando em quando, mantínhamos uma relação que se pode dizer de amizade, forjada nalgumas "cumplicidades" políticas dos anos 80. A última vez que estivemos juntos foi na "Versailles", já a saúde do Miguel não estava "famosa". Ontem, num dos muitos elogios fúnebres que lhe foram dedicados (já não sei feito por quem, peço desculpa...) vi que referiam a sua "trovoada de inteligência e humor". Era isso mesmo, o Miguel era "uma trovoada"!
... ou "quem não tem cão, caça com gato...", que é como quem diz, uma página e um espaço estritamente pessoal, onde também se comenta alguma actualidade, se recordam histórias de outros tempos e se tenta perceber o que está por detrás de algumas notícias...
sábado, 24 de janeiro de 2015
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Dupond et Dupont, por Luis Menezes Leitão
UMA INTERESSANTE análise sobre a estratégia de António Costa, assinada hoje no jornal "i" por Luís Menezes Leitão. A ler, ou melhor, a não perder:
"É manifesto que António Costa pretende constituir um governo de bloco central com um PSD liderado por Rui Rio, o que lhe daria sempre a maioria absoluta, por muito maus que fossem os resultados eleitorais dos dois partidos. A contrapartida poderia ser o apoio do PS à candidatura presidencial de Rio, agora que estão frustradas as ambições de Sócrates, logo que se saiba que Guterres não avança e que Vitorino nunca deixará de ser a D. Constança.
Até lá Costa continuará a namorar partidos e candidatos de esquerda folclórica para compor o ramalhete, mas no fim será com Rio que combinará o seu governo.
Esta estratégia pressupõe, porém, duas coisas: que Costa ganhe as eleições no país e que Rio ganhe a seguir as eleições no PSD. E as últimas sondagens demonstram que qualquer destes pressupostos está muito longe de estar garantido. Mas como não se deve deixar que a realidade estrague uma boa ideia, Costa e Rio já apareceram alinhados a ressuscitar o cadáver político da regionalização. Pareciam Dupond e Dupont. Costa disse que o país precisava da regionalização e Rio disse mais, que a regionalização era o abanão de que o país precisava.
Mas a verdade é que o país precisa tanto de se regionalizar como um peixe precisa de uma bicicleta. E de abanões como o que sofremos em 2011 já está o país farto. Os portugueses precisam que os impostos sejam reduzidos e não que se criem estruturas inúteis para albergar políticos. Estes dois podem andar juntos, mas duvido que cheguem a algum lado".
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
O candidato do "sistema"
O CANDIDATO que, através do líder da oposição, o "sistema" acabou de lançar na "corrida" à Presidência da República tem tudo, mas mesmo tudo, o que o dito "sistema" quer e exige para ser condignamente "representado". Em primeiro lugar pertence a um dos partidos do "blocão", esse verdadeiro "polvo" de interesses e negociatas que tem estendido os seus tentáculos sobre a sociedade portuguesa nos últimos anos; depois e para quem se lembre da UEDS, o seu percurso político, possui uma oportuna e sempre bem-vista passagem por águas esquerdistas; em terceiro lugar, andou por Macau (o que dá sempre jeito); a seguir, pertence a uma das "grandes superfícies" de advocacia e acumula uma infindável de cargos não-executivos na banca e em grandes empresas nacionais; e em quinto lugar, é maçon. Ah, é verdade! A personagem em causa chama-se António Vitorino...
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