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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

11 de Setembro de 1973: "Yo pisaré las calles nuevamente"...



QUEM COMPÔS foi Pablo Milanés, quem canta é Joan Manuel Serrat. É talvez uma das "canções da minha vida" - pela letra, pela música, por que é de Pablito, por que é cantada por Serrat, no fundo pelo que ela representou e representa na minha vida. E representou muito, acreditem. Com 13 ou 14 anos cruzei-me com dezenas e dezenas de chilenos arredados de seu país, fugindo de uma espiral de terror e violência que ceifou a eito milhares de vida. Quatro décadas depois não esqueço o misto de tristeza, de nostalgia, de revolta com que todos eles encaravam o dia seguinte - é uma imagem que não se apagou da minha memória, que associo ao que de mais triste pode suceder a uma pessoa.
Salvador Allende pode ter tido muitos defeitos e pode ter cometido muitos erros ao longo dos três anos que liderou o governo da Unidad Popular - concerteza que sim. Mas isso não justifica a barbárie, os assassinatos, o verdadeiro massacre que um bando de criminosos cometeu sobre milhares e milhares de chilenos a quem apenas o facto de pensar era suficiente para ser ser levado para o Estádio Nacional de Santiago ou morto pela sangrenta "caravana da Morte" que, a mando do facínora Augusto Pinochet, cruzou o Chile dizimando tudo e todos.
É por essas e por outras que, quarenta e um anos após a sua morte no palácio de La Moneda, Allende merece ser recordado. Quanto mais não seja porque com ele o Chile falava, pensava e era livre. E isso já não é pouco...

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Paulo Portas: mais um "número"...



O DESESPERO de Paulo Portas é evidente. Depois daquela rábula do Verão do ano passado e que lhe custou definitivamente a auréola que ainda gozava em certos sectores da direita portuguesa, o líder de um visivelmente definhado e acabrunhado CDS tenta a todo o custo recuperar alguma da pouca credibilidade que já possuiu. E para isso deita mão a todos os artifícios e "números" que se possa imaginar, num afã obsessivo em colocar-se na ponta dos pés e surgir aos olhos dos portugueses como o arauto da defesa dos seus direitos. Haja vergonha, que é coisa que há muito o líder centrista não tem - se é que alguma vez a teve… Como é que alguém que foi co-responsável pelo maior ataque de sempre ao bolso dos portugueses, pode agora, qual lobo-mau travestido de capuchinho vermelho, vir a terreiro de mansinho defender uma política fiscal contrária à do governo de que ele é vice primeiro-ministro?! Há limites para tudo, até para o descaramento!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

I ❤ TAP


SE É possível nutrir uma paixão por uma companhia aérea, então confesso: sou apaixonado pela TAP. E é uma paixão de muitos anos, desde miúdo, daquelas paixóes assolapadas, que são mais que entusiasmos momentâneos - acho que é mesmo uma obsessão! E sou, acreditem ou não, de uma fidelidade a toda a prova: nunca na minha vida a traí, ou seja jamais a preteri a favor de qualquer outra, por mais apelativa, insinuante ou sedutora que pudesse ser. Nunca! 
E exactamente por ser uma paixão obsessiva, é que não perco uma notícia sobre a "minha" companhia - "devoro-as", sejam elas boas, assim-assim ou mesmo más. Imaginam pois como tenho sofrido nos últimos tempos, n'é?  É que é raro é o dia em que na nossa imprensa não surja qualquer coisa tentando pôr em causa a reputação de quem tomou há muito o meu coração: ora é um avião que atrasou, outro que avariou, mais um que teve de aterrar de emergência, eu sei lá quantas coisas andam para aí a dizer da "minha" TAP. Ontem dei por mim a pensar: aqui há coisa… Será inveja? Será ciúme? Será o quê? Porque raio andam por aí a difamá-la?! Não sei, mas de uma coisa tenho a certeza: ali há gato! E um "gato" que de certeza já encontrou uma agência de comunicação para ajudá-lo nessa tarefa em tentar desmerecer a impoluta e virtuosa senhora; um "gato" que anda danado para tomar conta dela; um "gato" que não descansa enquanto não lhe puser a pata em cima. E isso irrita-me. Muito! Por essas e por outras é que esta minha paixão pela TAP está cada dia mais forte e intensa. A ponto de tecer armas por ela… En garde!