NÃO SEI quantas vezes ao dia a iluminada Marina Silva fala com Deus. Não faço ideia, mas se alguém lhe perguntar, aposto que ela responderá que várias… Também não sei se foi Deus que a mandou não embarcar com Eduardo Campos naquele avião no dia 13 de Agosto, isto apesar dela ter-se apressado logo a seguir ao acidente a garantir publicamente que tinha sido Ele que a impedira de ir no jacto que se precipitou em Santos… Mas do que eu tenho praticamente a certeza é que Deus continuamente lhe sarna os ouvidos para ser contra o aborto, combater o casamento gay, opôr-se à legalização das drogas leves ou ser contra a pesquisa em células-tronco. Não sei em que século Deus disse a Marina que estávamos, mas suponho que Ele a (ou se...) tenha enganado e dito que estávamos no século XX. Mas se calhar estou a ser injusto e a Marina é meia-surda. Mas também não me parece, até porque ela faz sempre questão de dizer que "dá ouvidos" a uma importante franja do eleitorado brasileiro que não esconde estar contra os políticos e que clama pela tão apregoada mudança. No fundo, o que eu acho é que ela está, isso sim, um bocadinho para o "xé-xé". Porquê? Porque não lembra nem ao Diabo alguém que está na política activa há trinta anos e onde já foi vereadora, deputada, senadora, ministra, candidata presidencial duas vezes e líder partidária, possa, na plena capacidade das suas capacidades mentais, tentar "cavalgar" uma onda que se formou objectivamente para - também a ela...- varrê-la. Ou será que Deus também lhe disse que somos todos tolinhos?
... ou "quem não tem cão, caça com gato...", que é como quem diz, uma página e um espaço estritamente pessoal, onde também se comenta alguma actualidade, se recordam histórias de outros tempos e se tenta perceber o que está por detrás de algumas notícias...
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
O covarde
ATÉ
HÁ uns dias atrás e por conhecê-lo já há alguns anos, pensei
que José
António Saraiva não passasse de um louco – isto apesar
de uma outra safadeza que lhe conheço e que não abonam em nada relativamente ao
seu carácter. Agora, depois de ler o texto infeliz com que quis
ajustar contas com um morto (algo que não foi capaz de fazer enquanto Emídio
Rangel estava vivo...), percebi que Saraiva, além de mal formado, é um cobarde.
E no mais que previsível dia em que algum familiar ou amigo de Rangel (ou mesmo
de Margarida Marante) lhe "partir" mais do que merecidamente a cara, só se irão perder as que cairem no chão...
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Marina Silva
A AGORA candidata presidencial Marina Silva representa um Brasil arcaico, retrógrado, conservador, beato na pior acepção do termo. Um Brasil que tem o pior do velho Brasil do "ame ou deixe-o" e o mais insuportável de um Brasil emergente e que por vezes não consegue esconder uns naturais toques de novo-riquismo. Sob uma capa de um ambientalismo fundamentalista e eivada de um discurso religioso ortodoxo, Marina é de um oportunismo político gritante, sentindo-se dona de um capital eleitoral que um natural descontentamento social e urbano lhe vai garantindo a cada eleição. Ela personifica aquele discurso já rançoso dos que, de maneira oportunista, tentam "cavalgar" a desilusão e o desencanto de quem não viu os seus problemas resolvidos e dos que não hesitam em usar qualquer crítica ao sistema (por mais tola que seja...) para explorar à exaustão. Essa é a verdadeira Marina - gasta, velha e sem nada de novo para oferecer a ninguém não ser a "exploração" da morte de Eduardo Campos e um discurso que, de tão repetitivo e sem conteúdo, não passa disso mesmo: repetitivo e sem conteúdo...
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