CONHEÇO DESDE miúdo o António Costa.
E tenho apreço por ele, pese algumas divergências que, uma ou outra vez e numa
ou outra situação, possamos ter tido. Na política é - aliás, sempre foi... -
uma "mula", daqueles que não dá ponto sem nó e de um calculismo a
toda a prova. Desde sempre ele soube que lhe estava reservado um lugar cimeiro
na política portuguesa, que propriamente não é o de presidente da Câmara
de Lisboa. Isso, hoje em dia, não lhe chega, quer obviamente mais, muito mais -
o que necessariamente não quer dizer que alcance. Mas como que é daqueles de
"antes quebrar que torcer", não tenho qualquer dúvida que a última
coisa que fará é desistir, ou deixar de aliar-se a quem quer que seja para
chegar lá. Costa é assim, goste-se ou não. Ao ponto de não ter qualquer pejo em
fazer uma declaração como a que fez ainda recentemente: "Sei que muita gente votou em mim, nas autárquicas, para
me dar força para assumir outras responsabilidades"… Uma frase tão perigosa, quanto narcisista...
... ou "quem não tem cão, caça com gato...", que é como quem diz, uma página e um espaço estritamente pessoal, onde também se comenta alguma actualidade, se recordam histórias de outros tempos e se tenta perceber o que está por detrás de algumas notícias...
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
domingo, 27 de julho de 2014
Bem prega frei Tomás...
CERTAMENTE ASSOBERBADO com o seu trabalho como consultor de um conhecido escritório de advocacia da capital, Luís Marques Mendes mal deve ter tempo para preparar o espaço de comentário político que semanalmente a SIC insiste em conceder-lhe. Ou então, outra hipótese: o respeito que lhe merecem os telespectadores é nulo, tomando-os por "patós" ou, no mínimo distraídos… Só assim se pode interpretar a forma como recentemente o antigo líder do PSD e posteriormente aplicado e irrequieto consultor da "Abreu Advogados" abordou o “caso Espírito Santo”, criticando a alegada promiscuidade entre política e negócios. Diz ele, com uma "lata" verdadeiramente notável e usando aquele seu ar que tão tão doutoral roça o ridículo que “à política o que é de política, aos negócios o que é de negócios”… E como se não chegasse, conclui: "É bom que os banqueiros queiram fazer negócios e ganhar dinheiro, mas têm de ter
cuidado com a ganância”. Pois, 'tá bem abelha...
terça-feira, 22 de julho de 2014
Belém a as chances de Santana Lopes
ACREDITO QUE o cenário incomode muito boa gente, mas lá que ele a pouco e pouco se vai consolidando, lá isso ninguém pode negar… Falo das chances de êxito de uma candidatura de Pedro Santana Lopes à Presidência da República - isso mesmo, leram bem: as chances do actual provedor da Santa Casa vir a suceder a Cavaco Silva em Belém. Só não vê quem não quer, só finge não acreditar quem prefere colocar à frente do óbvio as suas preferências (ou "despreferências"…) pessoais e políticas. Não arranje a esquerda um candidato forte e abrangente - e só vislumbro António Guterres para desempenhar esse papel - e ainda vou ver Santana Lopes a receber a faixa presidencial lá para 2017. Seria a confirmação de algo que a história já provou à saciedade: para se fazer política tem de se fazer com coragem...
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