CERTAMENTE ASSOBERBADO com o seu trabalho como consultor de um conhecido escritório de advocacia da capital, Luís Marques Mendes mal deve ter tempo para preparar o espaço de comentário político que semanalmente a SIC insiste em conceder-lhe. Ou então, outra hipótese: o respeito que lhe merecem os telespectadores é nulo, tomando-os por "patós" ou, no mínimo distraídos… Só assim se pode interpretar a forma como recentemente o antigo líder do PSD e posteriormente aplicado e irrequieto consultor da "Abreu Advogados" abordou o “caso Espírito Santo”, criticando a alegada promiscuidade entre política e negócios. Diz ele, com uma "lata" verdadeiramente notável e usando aquele seu ar que tão tão doutoral roça o ridículo que “à política o que é de política, aos negócios o que é de negócios”… E como se não chegasse, conclui: "É bom que os banqueiros queiram fazer negócios e ganhar dinheiro, mas têm de ter
cuidado com a ganância”. Pois, 'tá bem abelha...
... ou "quem não tem cão, caça com gato...", que é como quem diz, uma página e um espaço estritamente pessoal, onde também se comenta alguma actualidade, se recordam histórias de outros tempos e se tenta perceber o que está por detrás de algumas notícias...
domingo, 27 de julho de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
Belém a as chances de Santana Lopes
ACREDITO QUE o cenário incomode muito boa gente, mas lá que ele a pouco e pouco se vai consolidando, lá isso ninguém pode negar… Falo das chances de êxito de uma candidatura de Pedro Santana Lopes à Presidência da República - isso mesmo, leram bem: as chances do actual provedor da Santa Casa vir a suceder a Cavaco Silva em Belém. Só não vê quem não quer, só finge não acreditar quem prefere colocar à frente do óbvio as suas preferências (ou "despreferências"…) pessoais e políticas. Não arranje a esquerda um candidato forte e abrangente - e só vislumbro António Guterres para desempenhar esse papel - e ainda vou ver Santana Lopes a receber a faixa presidencial lá para 2017. Seria a confirmação de algo que a história já provou à saciedade: para se fazer política tem de se fazer com coragem...
sábado, 19 de julho de 2014
Caímos que nem patinhos...
SEM QUERER aqui discutir as virtudes ou defeitos da controversa adesão da Guiné Equatorial como membro de pleno direiro da CPLP, não posso deixar de notar as ausências dos presidentes José Eduardo dos Santos e Dilma Rousseff da cimeira de Díli, a reunião de chefes de Estado que irá "sacramentar" formalmente a entrada daquele país africano no universo lusófono e na qual, na prática, Cavaco Silva irá fazer as honras da casa. Curioso, para não dizer sintomático, especialmente se tivermos em conta que, ao invés de Angola (grande entusiasta) e do Brasil (que nunca se opôs), Portugal foi quem, ao longo dos anos, mais entraves colocou às pretensões do regime de Teodoro Obiang.
Não sejamos ingénuos ao ponto de supor que essas duas ausências são fruto do acaso ou de alguma agenda sobrecarregada por parte de algum desses dois presidentes - claro que não, elas foram óbvia e estrategicamente planeadas de forma a que Portugal ficasse exposto, refém e com o chamado "odioso" de todo este processo que, ou muito me engano, ainda irá fazer correr muita tinta. É o que dá entregarmos o comando do palácio das Necessidades a anciões cuja única preocupação é fazer pela vidinha e a políticos de terceira ou quarta linha cujo seu horizonte, por muito carimbo que já possam mostrar no passaporte, não passa de Vilar Formoso...
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