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sábado, 19 de julho de 2014

Um vómito...


ACREDITO QUE nos anos em que andei pelo jornalismo possa ter algumas vezes pisado o risco e mesmo infringido algumas daquelas que são consideradas as regras básicas do jornalismo no que se refere à ética e à deontologia - mas também, verdade seja dita, a quem isso não sucedeu? Agora há uma coisa que eu posso garantir, teimar e mesmo bater o pé: nunca,  mas nunca mesmo, em mais de vinte anos de profissão, muitos deles em funções que envolviam responsabilidade editorial, senti-me tentado alguma vez a recorrer a recursos vergonhosos e a roçar o grotesco como o diário de maior circulação em Portugal fez ontem a propósito do avião abatido nos céus da Ucrânia. Aquela primeira página é o reflexo do estado a que chegou o nosso jornalismo (se é que ainda assim pode ser denominado…) e da inacreditável falta de escrúpulos, repito, falta de escrúpulos por parte de quem escolheu e editou a fotografia publicada a toda a largura da primeira página. No mínimo, nojento...

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O BES, ainda e sempre o BES...


JÁ AQUI o escrevi, mas penso que vale a pena relembrar até porque é um dado importante em todo o processo BES: Ricardo Salgado e a sua mulher Maria João possuem há muito cidadania brasileira - pelo menos desde os tempos que residiram no Brasil no período pós-25 de Abril. Algo que pode pesar no futuro do mais recente desempregado da banca portuguesa...

sexta-feira, 11 de julho de 2014

BES: uma pergunta (muito) pertinente


NÃO VOU reclamar louros sobre o que de algum modo antecipei neste blogue em finais do ano passado acerca do BES e do negro futuro que então vaticinei para o grupo Espírito Santo e para Ricardo Salgado - baseado em factos que muitos preferiram esconder e não dar à estampa, vá saber-se porque razão… Até pelo que tem vindo a lume nas últimas semanas e por todas as consequências que esta crise acarreta a vários níveis, acreditem que preferiria ter errado em toda a linha e hoje ser obrigado a meter a viola no saco. 
Mas de qualquer maneira, a este propósito, não resisto a deixar aqui uma pergunta que, aliás, foi-me feita telefonicamente por um amigo há momentos. Dizia-me ele: "Já percebeste agora porque é que o BES foi o único banco português a não aceitar a capitalização que o Estado pôs à disposição há uns meses atrás? Imagina o que teria sido o Estado entrar por ali dentro e vasculhar-lhea as contas…". Pois é...