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sábado, 21 de junho de 2014

BES: outro governo, a mesma tentação?

                                                                                            Foto: Jornal de Negócios

UMA VERDADEIRA “solução-tampão”, a encontrada para o BES, a confirmar-se a “dupla” Paulo Mota Pinto-Amílcar Morais Pires na condução dos destinos do banco. Especialmente porque o mandato termina já daqui a menos de um ano, em Março de 2015, ou seja dentro de oito meses. E também porque Morais Pires, o “afilhado” e permanente "sombra" de Ricardo Salgado está, também ele, na mira de alguns processos que correm em Portugal e Angola e que contribuíram para a queda do próprio Salgado – o que pode levar o Banco de Portugal a ter de intervir relativamente ao seu nome. Isto já para não falar da clara oposição do comandante António Ricciardi e do seu filho José Maria ao seu nome.
Por outro lado só espero que este “folhetim BES” não seja uma reedição do que sucedido há uns anos com o BCP, vítima de um verdadeiro “assalto” por parte do governo de então e do partido que estava no poder. Eu bem sei que o partido no poder é outro, mas muitas vezes a tentação é a mesma...

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Mediocridade, incompetência e falta de liderança


QUEM TEVE oportunidade de falar comigo sobre a selecção nos últimos meses sabe bem que não é de hoje que eu a considero como uma equipa medíocre, comandada por alguém que não possui nem talento nem categoria para exercer o cargo de seleccionador nacional. Não vou entrar naquelas especulações sobre se esta é, ou não, a selecção do empresário "x" ou "y", ou no debate inconsequente acerca se o fulano devia ter sido convocado no lugar de beltrano. A questão para mim resume-se tão só a isto: falta de categoria. Ponto final.
Pode até lá o rapazolas da Madeira ser considerado o melhor jogador do mundo (acredito que sim, tudo bem...), podemos mesmo ocupar (ainda não percebi bem como, mas pronto…) um 4º lugar no ranking da FIFA no que diz respeito às melhores selecções do mundo (depois da Espanha, Alemanha e Brasil e à frente de, por exemplo, da Argentina, Itália, Inglaterra, Holanda e França - alguém um dia vai ter de explicar-me como isso é possível...)  mas uma coisa é certa e entra pelos olhos dentro até de quem não percebe patavina de futebol: uma selecção que tenha Paulo Bento como técnico e que coloque em campo jogadores como Rui Patrício, João Pereira, Miguel Veloso, Raúl Meireles, Hugo Almeida, Éder, André Almeida, já para não falar de outros, não passa de uma selecção medíocre e condenada ao fracasso. Dirão que é o que temos. Pois sim, será. Mas eu sou dos que acredita que com alguém que fosse, na verdadeira acepção da palavra, um "condutor de homens", alguém que possuísse capacidade de liderança, estes  jogadores medíocres podiam, porventura, ser medianos, permitindo assim à selecção nacional possuir um desempenho que não envergonhasse como  hoje ocorreu no relvado do Fonte Nova. Bem como não fizessem as figuras tristes que fizeram  quando, ao verem-se a perder, resolveram "distribuir fruta" a torto e a direito ou  reclamarem faltas inexistentes, demonstrando assim que, exactamente por serem medíocres, não sabem perder. E quem esteve bem atento, viu bem que não foi só o Pepe a portar-se como um energúmeno. É preciso dizer mais alguma coisa?

P.S. - Oxalá a selecção triunfe em Manaus e em Brasília e se qualifique para os oitavos-de-final. Porém isso não invalida uma palavra do que acabei de escrever, ou seja, que a selecção portuguesa é formada maioritariamente por jogadores medíocres e que é comandada por algiém que não possui nem capacidade nem competência para ser seleccionador nacional. Ponto final (outra vez).

sábado, 14 de junho de 2014

Um abraço, Augusto!

HÁ UMAS horas, através de mensagem, perguntei ao meu amigo Augusto Freitas de Sousa quem tinha sido despedido do "Diário de Notícias". Ele deu-me dois ou três nomes e agora, passado um bom bocado sobre a sua resposta, enviou-me outra mensagem. "Ah... e eu do JN". Não podendo aqui reproduzir (por razões que se prendem com o necessário decoro…) a reacção que tive (e lhe transmiti) perante essa notícia, resta-me agora  resumi-la a algo que posso denominar como um misto de estupefacção e incredulidade. E não o faço por ser amigo do Augusto ou sequer por ter sido responsável da sua vinda para Lisboa (já lá vão mais de 20 anos, estávamos os dois na então pública Rádio Comercial) ou por, mais tarde, não ter prescindido da sua colaboração  no "Tal&Qual" ou em outros projectos em que estive envolvido. Não, faço-o porque dificilmente encontramos em Portugal meia-dúzia de repórteres com o instinto, o "faro" e a capacidade do Augusto. Talvez por isso nunca me passou pela cabeça que ele pudesse integrar o lote das dezenas de jornalistas que a administração "recauchutada" da Controlinveste resolveu despedir. Erro meu… Arredado destas coisas dos jornais já lá vão uns bons anos, muitas vezes esqueço-me que, salvo honrosas excepções, eles hoje estão entregues à mediocridade, aos sabujos, aos cretinos e aos idiotas. Aos que, sempre de espinha dobrada perante quem lhes vai pagando o ordenado e passando a mão pelo pêlo e à imagem e semelhança do que fazem aos cachorros que têm lá em casa, não hesitam em abanar a cauda em sinal de satisfação quando os donos lhes atiram um biscoito de pedigree pal. Camelos...