DE FACTO, em Portugal ocorrem coisas que em qualquer outro lugar não passariam incólumes ou sem que fossem responsabilizados os que, aproveitando-se das funções que ocupam (ou ocuparam), as utilizam para seu proveito e benefício próprio. Estou a falar de um facto gravíssimo, ocorrido já há alguns bons anos e que agora o meu amigo Pedro Caldeira relatou detalhadamente na entrevista que ontem concedeu a uma revista. Tem a ver com uma reunião que, em 1991, ele manteve com Mário Soares no palácio de Belém e em que, por insistência do então Presidente da República, participou um seu assessor. Resultado? Uma conversa que se queria privada, confidencial e que envolvia a banca portuguesa, num ápice chegou ao conhecimento de um alto responsável de um banco. O banqueiro chamava-se (e chama-se) Fernando Ulrich; o assessor chamava-se (e também se chama) José Amaral. Hoje sentam-se ambos à mesma mesa. No conselho de administração do BPI. É normal? Eu acho que não. É crime? Cheira-me que sim. Mas se calhar não passa de uma coincidência, não é? Pois...
... ou "quem não tem cão, caça com gato...", que é como quem diz, uma página e um espaço estritamente pessoal, onde também se comenta alguma actualidade, se recordam histórias de outros tempos e se tenta perceber o que está por detrás de algumas notícias...
sexta-feira, 7 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Adivinhem quem é o autor?
"QUANDO UM governante é impedido de
falar uma sala fechada por efeito da vozearia de um pequeno grupo de
contestatários não é só o governo que está em causa mas sim a própria
democracia.
Os que hoje na oposição se
regozijam com o facto de o poder político democrático estar refém de pequenos
grupos activistas deviam pensar duas vezes, porque no futuro podem ser eles
mesmos as vítimas do anarquismo arruaceiro. Como diziam os clássicos, de te
fabula narrantur..."
Resposta: Vital Moreira.
As bases ideológicas do "cordeirismo"
TAL COMO o embaixador
Francisco Seixas da Costa no seu blog,
não resisto a interrogar-me sobre a autoria deste pensamento sobre o Serviço
Nacional de Saúde e que ele reproduziu num post intitulado “A via farmacêutica para o socialismo”:
"Há aqui uma única preocupacão que é a
sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde a todo o custo, apontando
todas as baterias para o setor privado, quando, em tudo quanto é de
responsabilidade de gestão do Ministério da Saúde, não há dúvidas que aí é
muito permissivo" (...) "O que se passa é que muitas vezes o
setor privado tem medo e não enfrenta o Estado".
E tal como Seixas da Costa, também
pergunto sobre quem terá afirmado isso ontem numa entrevista ao "Diário de
Notícias" - algum conservador radical desiludido com o facto do
Governo não estar a ir suficientemente para "além da troika"? Não… o candidato
do PS à Câmara Municipal de Cascais, o farmacêutico João Cordeiro. É preciso dizer mais alguma
coisa?!
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