
A INESPERADA e breve passagem passagem por Lisboa da presidente Dilma Rousseff na próxima segunda-feira poderá culminar numa "troca" de favores entre os governos brasileiro e português: enquanto Brasília criará condições objectivas para que David Neleeman, o dono da companhia "Azul", possa adquirir a TAP; em Lisboa o executivo de Passos Coelho fará tudo para que a PT, no caso concreto o BES, conclua rapidamente a aquisição das participações do grupo de Tasso Jereissati e da construtora Andrade Gutiérrez na empresa de telecomunicações "Ôi". Quando se fala em "criar condições objectivas" por parte do governo de Dilma, estamos a falar na obtenção de uma linha de crédito junto do BNDES e de preciosas e valiosas posições e direitos de tráfego no aeroporto de Congonhas, em S. Paulo, para a "Azul". Recorde-se entretanto que falta praticamente um ano para o início da campanha eleitoral para a reeleição de Dilma e que todo e qualquer gesto da presidente brasileira relativamente a importantes grupos empresariais brasileiros "cai que nem sopa no mel". Para bom entendedor...