A AFIRMAÇÃO pertence a Mário Soares: "Paulo Portas tem sido chantageado no governo
por causa dos submarinos e dos carros de combate Pandur (...) E isso obriga-o a
continuar no governo. O medo é que manda na vinha...". E agora? Partindo do princípio que o antigo Presidente da República não recuará um milímetro relativamente ao que afirmou ao jornal "i", ficamos à espera de quê? De uma resposta de Portas? De um desmentido do governo? De um pedido de inquérito por parte da Procuradoria-Geral da República? Ou vai tudo assobiar para o lado, como se nada tivesse sido dito ou acontecido? E já agora, esta lógica que Soares usa para justificar o comportamento patético do actual ministro dos Negócios Estrangeiros não poderá, também ela, ser lembrada quando apreciamos a postura de uma altíssima figura do Estado português que tem mostrado uma "sinuosidade comportamental" fora do habitual e que nos leva a supor algum desconforto e a existência de incómodos e perigosos telhados de vidro? Perguntar não ofende. Ou será que sim?
... ou "quem não tem cão, caça com gato...", que é como quem diz, uma página e um espaço estritamente pessoal, onde também se comenta alguma actualidade, se recordam histórias de outros tempos e se tenta perceber o que está por detrás de algumas notícias...
terça-feira, 28 de maio de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Gabriel Fialho, alguém de quem era fácil gostar
SOUBE HÁ pouco que desapareceu um dos "manos" Fialho - o Gabriel. Conhecia-o há muito tempo, talvez há uns quase 30 anos, quando pela primeira vez cruzei a porta do número 16 da Travessa do Mascarenhas, ainda por lá andava o impagável e competente Manel Azinheirinha, hoje "refugiado" e estabelecido no seu Santiago de Escoural. Não era propriamente seu amigo, embora tivéssemos um em comum, o Zé Manel Cimas que rara é vez em que nos encontramos não o "puxe" para a conversa. Era - e não é pelo que lhe sucedeu ontem... - uma pessoa encantadora, cativante, com quem dava gosto estar e falar. A última vez que conversámos longamente foi há dois ou três anos, noite de Verão fora, em plena praça Joaquim António Aguiar, numa conversa daquelas que sabem bem, que confortam, que nos aproximam. É essa a imagem com que eu fico de Gabriel Fialho, alguém de quem eu gostava. Mesmo. Um abraço, Amor!
sábado, 25 de maio de 2013
O Presidente de alguns portugueses...

TALVEZ POR nas últimas horas ter lido bastas
referências aquela estafada e gasta denominação de “o
Presidente de todos os portugueses”, dei por mim a fazer as contas das
últimas eleições presidenciais – as que em 23 de Janeiro de 2011 reelegeram
Cavaco Silva. E por mais boa vontade que possa ter, por mais contas de somar e
subtrair que possa fazer, continuo “na minha”, ou seja, a reiterar o que
escrevi nessa mesma noite: o actual inquilino do palácio de Belém pode ser tudo
o quiser, menos ser ou intitular-se como tal “presidente de todos os
portugueses”. Porquê? É tudo uma questão de fazer contas… Cavaco foi eleito
apenas por 23 por cento do eleitorado, repito, 23 por cento! Como? Fácil. Do
universo constituído por 9 milhões 543
mil e 550 eleitores, o actual chefe de Estado apenas recolheu a preferência
de 2 milhões 209 mil e 277 portugueses…
Os restantes 7 milhões 334 mil e 323 eleitores optaram por abster-se (5 milhões 111 mil e 701!); votar nos seus adversários (1 milhão 948 mil 316); não
preencher sequer o boletim (189 mil 893);
ou mesmo anular o seu voto – 84 mil 413…
Convenhamos que assim é
difícil, senão impossível, alguém ufanar-se de ser o “presidente de todos”. É Presidente da República e… como diz o outro, já é um pau!
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