DURANTE SEIS anos e apesar de afirmarem-se do lado contrário do espectro político cumularam-no de gentilezas, rapapés e atenções. "Ele", claro, retribuiu-lhes - com contratações dos escritórios, nomeações para cargos, facilidades nos negócios, etc. Ao longo desse período não se escutou, a essa gente, uma única palavra, uma única crítica. Bem antes pelo contrário chegou-se mesmo até ao ponto de ouvirmos proferir encomiásticas palavras aquando do lançamento de biografias oficiosas que mais não serviram que branquear a personagem e a sua governação. "Ele" chama-se José Sócrates. "Eles", os outros, são a chamada "direita dos negócios", sempre pronta a sacrificar as ideias e aparentes convicções às benesses que lhe são distribuídas - por muito que tentem mais tarde, no caso agora, disfarçar na pele de comentadores ou de supostos influentes conselheiros presidenciais. Haja decoro (e já agora memória)...
... ou "quem não tem cão, caça com gato...", que é como quem diz, uma página e um espaço estritamente pessoal, onde também se comenta alguma actualidade, se recordam histórias de outros tempos e se tenta perceber o que está por detrás de algumas notícias...
sexta-feira, 29 de março de 2013
quinta-feira, 28 de março de 2013
A entrevista: duas ou três notas
AGORA UM bocado mais a sério e a propósito da entrevista de José Sócrates, duas ou três (mesmo) breves notas:
1. O "animal feroz" combativo e determinado deu lugar a um "animal acossado", confuso, atabalhoado, algo emocionalmente desequilibrado e que optou por uma argumentação obstinada que a história recente, mais que os números (porque esses, existem para todos os gostos) desmente e contraria;
2. A prosseguir com este tipo de "narrativa" nos comentários que vai protagonizar aos domingos na RTP - o que duvido, até porque a última coisa que Sócrates será, é parvo - António José Seguro (de quem conseguiu ao longo de 95 minutos nunca pronunciar o nome...) poderia dormir tranquilo;
3. A terminar, nada melhor que recordar o que o escritor José Cardoso Pires dizia sobre Armindo Rodrigues, uma conflituosa e problemática figura dos meios intelectuais portugueses das décadas de 50 e 60 (e também ainda de 70): "O Armindo? Se for preciso, desafia o Rossio inteiro para a porrada. Basta uma pessoa estar a ver...".
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