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sexta-feira, 29 de março de 2013

"Ele" e os "outros"...

DURANTE SEIS anos e apesar de afirmarem-se do lado contrário do espectro político cumularam-no de gentilezas, rapapés e atenções. "Ele", claro, retribuiu-lhes - com contratações dos escritórios, nomeações para cargos, facilidades nos negócios, etc. Ao longo desse período não se escutou, a essa gente, uma única palavra, uma única crítica. Bem antes pelo contrário chegou-se mesmo até ao ponto de ouvirmos proferir encomiásticas palavras aquando do lançamento de biografias oficiosas que mais não serviram que branquear a personagem e a sua governação. "Ele" chama-se José Sócrates. "Eles", os outros, são a chamada "direita dos negócios", sempre pronta a sacrificar as ideias e aparentes convicções às benesses que lhe são distribuídas - por muito que tentem mais tarde, no caso agora, disfarçar na pele de comentadores ou de supostos influentes conselheiros presidenciais. Haja decoro (e já agora memória)...

quinta-feira, 28 de março de 2013

Mudança


NOS PRÓXIMOS dias, vai mudar a hora. Só a hora? 

A entrevista: duas ou três notas


AGORA UM bocado mais a sério e a propósito da entrevista de José Sócrates, duas ou três (mesmo) breves notas:

1. O "animal feroz" combativo e determinado deu lugar a um "animal acossado", confuso, atabalhoado, algo emocionalmente desequilibrado e que optou por uma argumentação obstinada que a história recente, mais que os números (porque esses, existem para todos os gostos) desmente e contraria;

2. A prosseguir com este tipo de "narrativa" nos comentários que vai protagonizar aos domingos na RTP - o que duvido, até porque a última coisa que Sócrates será, é parvo -  António José Seguro (de quem conseguiu ao longo de 95 minutos nunca pronunciar o nome...) poderia dormir tranquilo;

3. A terminar, nada melhor que recordar o que o escritor José Cardoso Pires dizia sobre Armindo Rodrigues, uma conflituosa e problemática figura dos meios intelectuais portugueses das décadas de 50 e 60 (e também ainda de 70): "O Armindo? Se for preciso, desafia o Rossio inteiro para a porrada. Basta uma pessoa estar a ver...".