Os comentários a este blogue serão moderados pelo autor, reservando-se o mesmo a não reproduzir aqueles que pelo seu teor sejam considerados ofensivos ou contenham linguagem grosseira.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Guiné-Bissau: Portugal a ver navios...


APESAR DE (até!)próprio PAIGC já integrar o governo de transição, da União Africana ter vindo publicamente reconhecer os progressos que a situação política na Guiné-Bissau está a viver, de Angola estar a normalizar as relações com aquele país e a superar alguns "traumas" bem recentes, Paulo Portas insiste em que o governo português mantenha uma posição que inevitavelmente o conduz a situação que, sendo obviamente caricata, ameaça deixar o nosso País à margem do (muito) que está a ocorrer na Guiné-Bissau a nível de descoberta de recursos naturais. Isto já para não falar da presença  e influência a nível da língua e da cultura, campos em que diária e progressivamente Portugal está a perder terreno. Daqui a uns anos, quando Portas estiver longe, possivelmente já será tarde para inverter uma situação que ele próprio criou e que é lesiva dos interesses nacionais e que só responde às exigências de um primeiro-ministro deposto - Carlos Gomes Junior, "Cadogo" de má-memória, um "ás" em negociatas e uma figura que representa o pior que a Guiné conheceu em termos de corrupção  (e não só...) e que Portas não se cansa em apaparicar...
Começa a ser tempo que em Lisboa o primeiro-ministro abra os olhos e chame o seu ministro dos Negócios Estrangeiros "à pedra". Birrrinhas, tenha-as lá o dr. Portas no Caldas ou onde bem lhe aprouver, mas que não brinque com coisas sérias. Já chega!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Uma ou duas incompatibilidades?


SE NO fundo não fosse triste e não revelasse uma certa (para não dizer muita) desfaçatez, até dava para rir: "Julgo que não é justo falar de incompatibilidade quando estamos a falar de um intervalo de 12 anos...". A frase pertence ao actual presidente da Lusoponte Joaquim Ferreira do Amaral e que, refira-se, uma dúzia de anos antes de ser convidado (e aceitar) este cargo negociou em nome do Estado português, enquanto ministro das Obras Públicas, a concessão da ponte Vasco da Gama com essa mesma empresa. Alguém conseguirá explicar à cada dia mais anafadinha criatura que não é o facto do convite ter surgido 12, 15 ou até 20 anos após ele ter negociado com quem hoje lhe paga o salário que eticamente a questão deixa de colocar-se? Se não entender isso, então a incompatibilidade da outrora "estrela do cavaquismo" estende-se pelos vistos também à sua própria inteligência...

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Os bastidores de um telefonema que afinal sempre existiu...


O SEU a seu dono... Ou seja, a vichyssoise a Paulo Portas e o telefonema a Eduardo Barroso. Parece que afinal desta vez o sempre imprevisível Marcelo Rebelo de Sousa não inventou a conversa telefónica com Mário Soares ainda internado que relatou na TVI. A confusão gerada nas primeiras horas deveu-se apenas a um mal-entendido de João Soares que, na sua página do Facebook e pouco tempo depois da aparição dominical do professor, garantia que o seu pai apenas tinha falado ao telefone com António José Seguro e com António Damásio. Agora está tudo esclarecido. Ou quase. Só fica para perceber se foi Mário Soares que pediu ao seu sobrinho Eduardo para lhe passar o telefone quando este tagarelava com o seu amigo Marcelo ou se foi ele que, num daqueles gestos intempestivos que o começam a caracterizar, pôs o tio entre a espada e a parede - ou seja lhe passou sem mais nem menos o telemóvel e o "obrigou" a trocar umas palavras de circunstância com o professor. Vá lá saber-se...