APESAR DE (até!) o próprio PAIGC já integrar o governo de transição, da União Africana ter vindo publicamente reconhecer os progressos que a situação política na Guiné-Bissau está a viver, de Angola estar a normalizar as relações com aquele país e a superar alguns "traumas" bem recentes, Paulo Portas insiste em que o governo português mantenha uma posição que inevitavelmente o conduz a situação que, sendo obviamente caricata, ameaça deixar o nosso País à margem do (muito) que está a ocorrer na Guiné-Bissau a nível de descoberta de recursos naturais. Isto já para não falar da presença e influência a nível da língua e da cultura, campos em que diária e progressivamente Portugal está a perder terreno. Daqui a uns anos, quando Portas estiver longe, possivelmente já será tarde para inverter uma situação que ele próprio criou e que é lesiva dos interesses nacionais e que só responde às exigências de um primeiro-ministro deposto - Carlos Gomes Junior, "Cadogo" de má-memória, um "ás" em negociatas e uma figura que representa o pior que a Guiné conheceu em termos de corrupção (e não só...) e que Portas não se cansa em apaparicar...
Começa a ser tempo que em Lisboa o primeiro-ministro abra os olhos e chame o seu ministro dos Negócios Estrangeiros "à pedra". Birrrinhas, tenha-as lá o dr. Portas no Caldas ou onde bem lhe aprouver, mas que não brinque com coisas sérias. Já chega!


