HÁ BEM pouco tempo uma destacadíssima figura do universo
socialista (hoje afastada dos holofotes) contava-me que raro é o dia em que José Sócrates não pega no telefone e, desde o seu “exílio”
parisiense, desanca forte e feio em António José Seguro junto dos que lhe são
mais próximos, acusando-o de estar a reboque do governo. Segundo me contaram, o
palavreado utilizado pelo antigo primeiro-ministro é de fazer corar a mais
grosseira das criaturas ao cimo da terra. Imagino pois o que terão sido os últimos dias de
Sócrates e dos seus apaniguados, a presenciar este claro “baixar de armas” do
PS (e não só da sua direcção) relativamente ao governo- especialmente após a reunião entre Seguro e Pedro
Passos Coelho. Quanto berros e impropérios terão sido soltados desde Paris,
quando o antigo chefe do governo viu Vital Moreira afirmar que “a crise é duradoura e não atalhos ou
milagres”; o seu antigo ministro Luís Amado dizer que “existem coisas mais importantes que a RTP”; o outrora obediente Carlos Zorrinho
confessar que que “gostaria que o
primeiro-ministro ouvisse o PS mais vezes”; e finalmente Elisa Ferreira
(por quem Sócrates nunca morreu de amores...) confidenciar que quer “um consenso nacional verdadeiro”? Deve ter
sido o bom e o bonito!
... ou "quem não tem cão, caça com gato...", que é como quem diz, uma página e um espaço estritamente pessoal, onde também se comenta alguma actualidade, se recordam histórias de outros tempos e se tenta perceber o que está por detrás de algumas notícias...
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
A "amona" de Portas
PARECE QUE o juíz Carlos Alexandre ordenou a transcrição e a correspondente junção aos autos de escutas telefónicas a Paulo Portas no famigerado processo dos submarinos. Segundo os jornais de hoje, nessa escuta Portas comunicava ao seu companheiro de partido Brandão Rodrigues (na altura presidente da Comissão de Contrapartidas) que conversas sobre submarinos "só por telefone fixo ou encontro presencial". Para quem ainda há dias argumentava sobranceira e aparentemente despreocupado que as notícias sobre este caso "emergem e depois, de repente, submergem", cheira-me que esta decisão de Carlos Alexandre soube a Portas como uma valente "amona"...
Campanha eleitoral no Brasil (X): a importância de um bom programa de TV
A MAIS recente sondagem, divulgada ontem pelo diário "Folha de São Paulo", sobre a disputa eleitoral naquela cidade só vem provar a importância que um bom programa de televisão - no caso o de Fernando Haddad, que postámos e destacámos aqui ainda recentemente - pode possuir junto do eleitorado. É que em apenas 7 dias (a última sondagem datava do dia 21, curiosamente o dia em que se iniciaram os tempos de antena) o candidato do PT duplicou as intenções de voto (de 7 para 14 por cento), enquanto José Serra, o seu principal opositor, descia 6 pontos, ficando-se pelos 22 por cento. E dado que nos oito dias que mediaram entre os dois estudos, a "surpresa-Celso Russomano" manteve os 31 pontos que lhe dão o primeiro lugar nas sondagens, fica claro que Haddad tem conseguido "entrar" no eleitorado de Serra e que essa "proeza" se deve sobretudo à excelente qualidade dos seus programas de TV.
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