NÃO RESISTO a transcrever, com a devida vénia, o post publicado há algumas horas atrás por Pedro Santana Lopes sobre Miguel Relvas. Não só por subscrever a opinião expressa, mas também pela oportunidade do mesmo e por lembrar alguns factos muito boa gente prefere esquecer em determinados momentos... Aqui fica:
"Miguel
Relvas anunciou a extinção da Frente Tejo e extinguiu; anunciou a reforma do
mapa das Freguesias ( e, goste - se, ou não) e cumpriu; Miguel Relvas anunciou
poupanças, rescisões e privatizações de um dos canais da RTP e está a
cumprir; Miguel Relvas anunciou a fusão do Instituto Português e do Instituto
da Juventude (para poupar nos dirigentes e a outros níveis) e cumpriu.
Sim, Miguel Relvas
irritou-se com uma jornalista (e pediu desculpa). Quantas vezes o anterior
Primeiro - Ministro se zangou com jornalistas? Pediram a demissão por
isso? Sim, Miguel Relvas recebeu um email de Silva Carvalho e não
respondeu. E encontrou - o numa festa de aniversário de cem pessoas e numa
reunião entre as administrações de duas empresas.
Sim, Miguel Relvas aproveitou
uma oportunidade dada pela lei (mal) e aprovada por uma Universidade ( nos
dados que tenho até agora, certamente também nos termos exigidos pelas normas
em vigor). Errado que se permitam licenciaturas assim? Em minha opinião,
sim! Mas já alguém perguntou quem fez essas normas?É óbvio que querem afastar
Miguel Relvas. Por várias razões! Há um Amigo meu que diz que o melhor é ir
para o Governo e não se incomodar ninguém. Se se quiser continuar
Ministro...
Como alguém lembrava, Lula da Silva é que fez bem: tinha a 4.ª
classe e nunca se incomodou com isso. Tinha e terá pena de não ter estudado
mais... Mas seguiu em frente. Hão-de compreender que desconfie quando vejo perseguir
alguém deste modo...
Às vezes Relvas "põe - se a jeito" no que diz e
na maneira como diz? Sem dúvida! Mas a questão não é o que diz por dizer. É o
que faz e o que diz que vai fazer. E faz tudo bem? Não, claro.
Concordo com
tudo o que anuncia? Também não. Mas que faz e que tem coragem, não se pode
negar. O próprio Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, o tem
reconhecido. Não se deve proteger membros do Governo sem ética, mesmo que não
violem a lei. Seja por actos no exercício das suas funções, seja antes. Mas do
que Miguel Relvas tem sido acusado, não extraio a ilação de que actue sem
ética. Com isto digo que subscrevo algumas das suas atitudes ou que eu as
tomaria? Não! Mas, daí a acusá - lo de falta de ética, vai uma distância que
não deve ser percorrida".
