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sábado, 7 de julho de 2012

Miguel Relvas by Pedro Santana Lopes

NÃO RESISTO a transcrever, com a devida vénia, o post publicado há algumas horas atrás por Pedro Santana Lopes sobre Miguel Relvas. Não só por subscrever a opinião expressa, mas também pela oportunidade do mesmo e por lembrar alguns factos muito boa gente prefere esquecer em determinados momentos... Aqui fica: 

"Miguel Relvas anunciou a extinção da Frente Tejo e extinguiu; anunciou a reforma do mapa das Freguesias ( e, goste - se, ou não) e cumpriu; Miguel Relvas anunciou poupanças, rescisões e privatizações de um dos canais da  RTP e está a cumprir; Miguel Relvas anunciou a fusão do Instituto Português e do Instituto da Juventude (para poupar nos dirigentes e a outros níveis) e cumpriu.

Sim, Miguel Relvas irritou-se com uma jornalista (e pediu desculpa). Quantas vezes o anterior Primeiro - Ministro se zangou com jornalistas? Pediram a demissão por isso? Sim, Miguel Relvas recebeu um email de Silva Carvalho e não respondeu. E encontrou - o numa festa de aniversário de cem pessoas e numa reunião entre as administrações de duas empresas.

Sim, Miguel Relvas aproveitou uma oportunidade dada pela lei (mal) e aprovada por uma Universidade ( nos dados que tenho até agora, certamente também nos termos exigidos pelas normas em vigor). Errado que se permitam licenciaturas assim? Em minha opinião, sim! Mas já alguém perguntou quem fez essas normas?É óbvio que querem afastar Miguel Relvas. Por várias razões! Há um Amigo meu que diz que o melhor é ir para o Governo e não se incomodar ninguém. Se se quiser continuar Ministro...

Como alguém lembrava, Lula da Silva é que fez bem: tinha a 4.ª classe e nunca se incomodou com isso. Tinha e terá pena de não ter estudado mais... Mas seguiu em frente. Hão-de compreender que desconfie quando vejo perseguir alguém deste modo... 
Às vezes Relvas "põe - se a jeito" no que diz e na maneira como diz? Sem dúvida! Mas a questão não é o que diz por dizer. É o que faz e o que diz que vai fazer. E faz tudo bem? Não, claro. 
Concordo com tudo o que anuncia? Também não. Mas que faz e que tem coragem, não se pode negar. O próprio Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, o tem reconhecido. Não se deve proteger membros do Governo sem ética, mesmo que não violem a lei. Seja por actos no exercício das suas funções, seja antes. Mas do que Miguel Relvas tem sido acusado, não extraio a ilação de que actue sem ética. Com isto digo que subscrevo algumas das suas atitudes ou que eu as tomaria? Não! Mas, daí a acusá - lo de falta de ética, vai uma distância que não deve ser percorrida".

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A propósito da licenciatura de Miguel Relvas

LONGE DE Lisboa, tenho seguido com alguma atenção o "folhetim" referente à licenciatura de Miguel Relvas e a polémica que tem gerado nos media e nas chamadas redes sociais. Independentemente de já há muito ter percebido que Relvas é "o alvo" escolhido por vários sectores (e não estou a referir-me apenas à política...) para abater no governo de Passos Coelho, concordo que a situação não é de todo agradável para quem é, em termos de articulação política, o ministro mais importante e influente deste governo. Há meses a fio sob os holofotes, a ser vítima de um desgaste sucessiva e de uma barrage contínua e que obviamente tem como objectivo criar uma situação insustentável e levá-lo a abandonar  executivo, Relvas tem mostrado uma capacidade de resistência que - goste-se ou não da pessoa em causa - é verdadeiramente notável.
Se me perguntassem se eu preferia que Relvas tivesse feito o curso sem ter recorrido a um instrumento que, ainda que legal, pode ser questionável, eu não tenho dúvidas em responder que sim, que preferia a primeira hipótese. Mas também sou daqueles a quem pouco ou nada interessa se o ministro "X", o secretário de Estado "Y" ou mesmo primeiro-ministro "Z" é licenciado ou não, doutorado, mestre ou professor catedrático. É-me rigorosamente indiferente, estou - como se diz - "nas tintas". Não é um "canudo" que fará melhores ou piores, mais ou menos competentes quem nos governa. O que me interessa é que sejam competentes, sérios, bem intencionados e gente em que eu possa confiar. E até agora, digam o que disserem , insinuem o que insinuem, a verdade é que nunca vi uma acusação com pés e cabeça feita a Relvas e que possa pôr em causa a sua competência, seriedade ou boa-intenção. Vi - isso sim... - muita e estranha confluência de interesses em derrubar um ministro que tem sob sua tutela "dossiers" cuja resolução pode vir a incomodar muita gente. Não servindo obviamente de desculpa, é algo que tem obviamente de ter-se em conta. Ou não?

Dr. Veiga, o plagiador...

MIGUEL VEIGA é uma daquelas personagens para quem não há grande pachorra (para não dizer nenhuma, mesmo...) - especialmente quando "rapa" de uma suposta autoridade de ordem ético-moral e resolve dar uns "bitaites" a propósito de tudo e de nada, como se de uma grande referência se tratasse. E o problema é que há quem ainda lhe dê ouvidos, especialmente os meios de comunicação propriedade do dr. Balsemão, apesar de já ter sido "chutado" de um deles (no caso do "Expresso") por... plágio. Apesar de achar-se  referência sei lá de quê, o dr. Veiga é daquelas pessoas que - coitadas - nem fazem rir nem chorar, é daquele tipo de gente de quem nem se tem pena nem se desfruta, é um exemplo acabado de uma certa imbecilidade que grassa por esse país fora e onde pontificam uns sujeitos que - vá lá saber-se porque razão - se julgam indispensáveis, não percebemos bem devido a quê, nem porquê... 
Mas a verdade é que ao dr. Veiga lata, essa não lhe falta. Especialmente quando tem tanto de "pensador" quanto de plagiador... E já não é só os ofendidos ou o antigo director do "Expresso" que o afirmam, agora já é o tribunal - no caso o 3º Juízo Criminal de Lisboa, que o condenou a pagar uma multa de 3 mil euros por ter plagiado um livro de João Sousa Dias, professor na Escola Artística Soares dos Reis, que é taxativo quanto a esse "tique" (ou será mesmo doença?) do intrépido dr. Veiga. A juíza é bem clara na sentença, afirmando ipsis verbis"Da análise crítica e comparativa das obras referidas resulta inequívoco que o arguido copiou, umas vezes integralmente, outras vezes fazendo pequenas alterações de pontuação, retirada de aspas ou parênteses, ou introduzindo palavras suas, partes da obra acima referida da autoria de Sousa Dias, o que deixa claro que tais conteúdos não foram uma criação do arguido". Será que o dr. Veiga vai continua a "arrotar postas de pescada" sobre alhos e bugalhos ou finalmente vai perceber que já é tempo de "baixar a bolinha"?