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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pela boca "morre" o peixe...

TODOS OS anos, por esta altura, o pretendente ao (inexistente) trono português vive os seus momentos de glória. É que a propósito das comemorações da implantação da República, o chefe da Casa Real deixa de apenas interessar à chamada "imprensa cor-de-rosa", onde surge amiúde rodeado de criancinhas e numa versão século XXI da célebre e saudosa "família Prudêncio", para ganhar algum espaço nos jornais ditos "de referência". E então é vê-lo a opinar por tudo o que é canto sobre as virtuosidades do seu regime e a "dar uma " de estadista, pronunciando-se sobre tudo e mais alguma coisa, num inenarrável e longo chorrilho de lugares-comuns, obviamente politicamente correctos e que, além de repetitivos, já nem fazem sequer sorrir. Agora e como está na moda a "contenção de despesas", o pretendente aproveita logo para lavrar o seu protesto pela verba que o Estado português destinou às comemorações do centenário do 5 de Outubro, considerando "um exagero". Eu até admito que a nobiliárquica figura até tenha razão quanto à quantia, mas veio-me logo à cabeça o facto de há uns anos atrás - vá lá saber-se porque razão, para além do parolismo bem português... - o Estado português teve de arcar com uma série de despesas relacionados ao casamento do chefe da Casa Real. Não sei se foi um exagero... Agora que foi um disparate, lá isso foi!

Brasil - a vingança de FHC

DURANTE A campanha, o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi assim como uma espécie de "fantasma" que os seus companheiros de partido, a começar pelo próprio José Serra, fugiam a sete pés sem nunca se perceber bem porquê. Apenas Aloysio Nunes, candidato em S.Paulo do PSDB ao Senado Federal, não se coibiu de utilizar o antigo presidente como uma das suas "bandeiras". E o resultado esteve à vista: à partida dado como não tendo qualquer chance de ser eleito, Aloysio foi o candidato ao Senado mais votado, obtendo em S.Paulo quase 11 milhões votos...

Brasil - o falhanço das sondagens

APESAR DE ser cenário pouco ou nada previsível, o facto de Dilma Rousseff não ter conseguido alcançar a presidência brasileira na primeira volta das eleições foi um rude golpe, não só para os "petistas", mas também para as empresas de sondagem que até à última hora, em estudos de "boca de urna" divulgados às cinco da tarde de domingo, davam como certa a eleição da candidata de Lula. Ibope, Datafolha, Vox Populi, Sensus, todos eles "erraram feio" e mostraram que afinal, não é só em Portugal, que as sondagens são desmentidas nas urnas...