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domingo, 8 de novembro de 2009

Abaixo de cão!

DE HÁ duas semanas para cá, o insuportável Luís Filipe Borges tem vindo a brindar os leitores da sua coluna na revista "Tabu" do semanário "Sol" com uma série de disparates sobre Cuba, país esse que, segundo parece, teve a infelicidade de tê-lo recentemente como visitante. O infindável número de imbecilidades que, em apenas numa página, o cavalheiro consegue escrever sobre a realidade cubana merecia justamente a outorga de um qualquer prémio que distinguisse a cabotinice e a alarvidade. Não se pede a este auto-intitulado humorista, pretenso apresentador de TV ou antigo paginador que seja um especialista sobre Cuba, a sua história e quotidiano, longe disso... O que se lhe pede, isso sim, é que antes de alinhavar as "bojardas" e dislates com que nos tem brindado, pense um bocadinho, pergunte outro tanto e, já agora, poupe-nos a ler coisas tão idiotas como aquela em que nos conta que, durante cinquenta anos e até recentemente o colombiano Juanes ter subido a um palco em Havana, nenhum cantor estrangeiro terá actuado em Cuba. Ó homem, cale-se!

Narciso Miranda e o "pecado" (dos outros)...

LEIO QUE no interior do Partido Socialista há quem teime em avançar com o processo que conduza à expulsão de Narciso Miranda e outros duzentos militantes que cometeram o "pecado" de integrar listas independentes nas últimas eleições autárquicas. No mínimo extraordinário, especialmente se nos lembrarmos em tudo o que, ao longo de mais de três décadas, o antigo presidente da Câmara Municipal de Matosinhos deu ao seu partido. De vez em quando é preciso ter alguma memória e recordar que enquanto Narciso "dava o peito às balas" nas trincheiras socialistas, os que hoje defendem ou pactuam com a sua "defenestração" entoavam hossanas aos camaradas Mao ou Stalin e rotulavam o dr. Soares de perigoso "agente da reacção" ou "lacaio do imperialismo" ou, como José Sócrates, "navegavam" em águas laranjas como aplicados e dedicados "jotinhas"...

sábado, 7 de novembro de 2009

Um excelente livro


CHAMA-SE "Angola e o fim da União Soviética" e é um livro indispensável para quem queira compreender os anos 70 e 80, mais concretamente o período final da "Guerra Fria" e a sua repercussão em África. E fica finalmente provado, através de depoimentos e documentos soviéticos agora divulgados, que os cubanos decidiram avançar para Angola sem pedir qualquer autorização a Moscovo, dando assim razão aospoucos que há muito defendiam essa tese.O jornalista José Milhazes acedeu a documentação dos arquivos russos e entrevistou veteranos de guerra, bem como altas personalidades da política soviética. Vale mesmo a pena ler!